Sem Título

Eu deveria saber
Tudo aquilo que não sei,
Eu deveria ser
Tudo aquilo que não sou.

Eu deveria amar
Todos aqueles que não amo,
Eu deveria andar
Tudo aquilo que não andei.

Saber amar, eu não sei
Mas com você, posso aprender
Que a linha entre o amar e o odiar
É tênue, tão tênue quanto o vestido
Que veste seu pálido corpo
Confundindo-o com a escuridão boêmia
Cenário de mais um de nossos devaneios noturnos.

Assim a noite vai
Fluindo por entre os dedos
Sejam eles das mãos os dos pés
Passando por suas curvas
Nas quais me perco durante a noite,
E só me encontro ao amanhecer
De mais uma noite não solitária.