A Sensação

Há alguns dias, alguns de meus mais próximos amigos, colegas e conhecidos vêem acompanhando o martírio amaroso pelo qual eu vinha passando, pelo qual eu vinha sofrendo cotidianamente (se é que essa palavra existe) e agradeço do fundo do meu coração ao apoio que me foi dado por essas pessoas.

Mas ao ler o comentário que a Marrí deixou-me no último post, comecei a pensar muito sobre o amar. Não sobre o namoro, a relação ou qualquer coisa assim. Pensar sobre o sentimento amor, sobre a ação de amar, que pode ser sentida por apenas um dos lados sem que haja reciprocidade. Passei muito tempo pensando nisso nos últimos dias, muito tempo mesmo. Confesso que isso tenha me atrapalhado em algumas de minhas ações rotineiras do último mês.

O meu amor já é sabido por todos, ou por boa parte de todos, mas ultimamente esse sentimento tem se aflorado de forma mais impetuosa sobre minha mente e sobre meus sentimentos e não tenho conseguido conter meu descontentamento com o mundo da forma que ele é. Confesso que para o assunto “relacionamentos” não sou a pessoa mais experiente, muito menos a mais entendedora, e posso me classficar com old school para isso. Sou uma pessoa que sobrevive a base de paixões, que vem e vão, e que cada vez mais deixam sequelas, boas e ruins.

Concordando com a Marrí, acredito que estar apaixonado faz bem às pessoas, lhes dá um ânimo a mais para superar uma dificuldade, um ânimo a mais para continuar o dia ou até um ânimo a mais para continuar vivendo, feliz. Mas na minha opinião, isso termina quando passamos a pensar o porquê de não conseguirmos estar com essa pessoa, o porquê de estarmos sozinho e o porquê de sempre ser assim. Mas mesmo com tais pensamentos, maléficos à nossa mente, amar sempre fez e sempre fará muito bem aos corações, e as mentes, das pessoas.

Estar apaixonado é uma sensação maravilhosa, posso dizer pois provo dela todos os dias. E posso dizer, dos abismos mais profundos de meu coração, que tudo isso é o modo mais maravilhoso se motivar, o modo mais saudável e recompensador (no final das contas).

Deixo-lhes a máxima (criada por mim) como base para os pensamentos dessa semana: “Amo, logo existo!”.

  • http://www.muitomaisdoqueisso.blogspot.com marie

    começo a me sentir muito importante agora. rs. mas é mesmo verdade isso Duh, amar faz bem, tanto que a maioria dos artistas mantém-se sempre apaixonados, pois a inspiração surge de todos os modos, o espírito ressoa felicidade. Amar é existir, e é por isso que todos existimos: para amar sem distinção.

    Beijo e boa semana

  • http://www.blogdomaringa.blogspot.com Maringa (Maringoni)

    Cara, não sei o que dizer exatamente porque eu sou mais ou menos como você. Vivo de paixões também, mas não associo totalmente a pessoas. A paixão pela trilogia O Poderoso Chefão e pelo filme Scarface, por exemplo, me estimulam a tomar atitudes que eu não tomaria se não conhecesse esses filmes (JURO!). Mas claro, paixões por pessoas… quem não tem, né? Eu procuro manter uma certa independencia emocional, pro meu próprio bem, mas é fato que tanto pra você, quanto pra mim e pra grande parte das pessoas, amigos e amores movimentam a vida. A convivencia com os amigos, a cobrança que nós fazemos a nós mesmos quando estamos querendo alguém e não sabemos como trazer essa pessoa até nós, ou então, quando a pessoa ja está proxima e ja nos quer também, a tentativa continua e infinda de agrada-la. Sim, é isso que nos movimenta e nos mantém vivos. Sem essas “coisas” a vida seria morta. Isso é existir e o esquema é ficar feliz mesmo quando você cai.

    Parabéns pelo texto Du (: