A nação brasileira convive há anos com problemas e questões ligados à ética, em todos os níveis sociais e de poderio, tendo assim se acostumado a tal situação com um visível conformismo e uma infeliz falta de indignação.
Desde o princípio do período colonial, as relações sociais e comerciais, no Brasil, baseiam-se na oportunidade de tirar vantagem sobre o outro. Tal característica sempre caminhou sobre a linha histórica brasileira, obscuramente, é claro.
Porém, palavras como corrupção, ética e moral, nunca foram tão faladas, e de forma tão vazia, como na realidade nacional atual. O popular “jeitinho brasileiro” já passa a ser conhecido internacionalmente, tornando-se um adjetivo frequentemente associado aos brasileiros e suas ações, independente de sua classe social, ou nível hierárquico.
O que falta, para alguns, é uma sociedade pró-ativa que não se canse de buscar a justiça e a verdade e vá atrás dos que merecem, cobrando-os, observando-os e forçando-os à representar as vontades da população.
Por fim, os governantes e a fama brasileira são apenas reflexos do pensamento popular da nação, que acostumou-se com a passividade a fim de não mostrar abertamente o que o povo brasileiro, por mais rico (culturalmente) e amistoso que seja, sempre deixou a ética de lado e tratou de se garantir, individualmente, perante seus compatriotas.
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José Ivan Marciano Junior
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José Ivan Marciano Junior