Depois da minha epifania pagodística-noventista de ontem, várias pessoas vieram falar comigo que eu havia mudado e blablabla…
Fato é que eu sempre gostei de música boa, inteligente, seja como ela for. E depois de ontem, eu parei um pouco pra pensar e algumas conclusões foram inevitáveis.
Eu estava analisando os clássicos pagodes românticos dos anos 90 e percebi como eles eram BEM mais elaborados, comparados aos atuais. Na verdade, não sei muito bem como está o cenário atual do pagode, mas tudo que ouço, não tenho gostado.
Um exemplo é “Vida Cigana”, um clássico eternizado pelo Raça Negra, que tem um naipe de metais que é realmente diferente, simples, elaborado e bem feito.
Outro exemplo é “Depois do Prazer”, do Só Pra Contrariar, que tem violões extremamente bem feitos e condizentes com o resto da melodia. E, na verdade, é uma característica muito presente nos pagodes dos anos 90. O violões. Coisa que quase se perdeu depois.
Sem contar as letras. Letras de corno? Quase sempre sim. Mas letras bem escritas, com rimas de verdade, onde a maioria das letras das palavras eram pronunciadas verdadeiramente.
Concluindo, ontem muitos me perguntaram se o pagode dos anos 90 era um “guilty pleasure” meu. Para esses eu respondo: guilty não, apenas pleasure.
Author Archives: Eduardo Quagliato
Brilhar
Ele a esperava. A noite era apenas a última, ou talvez a primeira. Deitou naquela cama, sozinho, com as luzes apagadas com a cabeça acesa. Sua mente não parava, seus olhos não fechavam e tudo que ele pensava era ela, com ela ou dela. De apenas uma coadjuvante, ela passou a atriz principal, atraindo todas as atenções, inclusive a dele, quase sempre distante sem seu próprio mundo.
Naquela manhã, era verão, a ansiedade já o consumia. Fato qualquer ou fato único. Não importava, ele vivia à espera de algo, à procura de alguém, ao encontro do caso. Talvez, naquela manhã de verão, sua espera finalmente tivesse terminado. Entretinha-se com seu livro, como em todas as manhãs, mas aquela não era uma simples manhã. O brilho do sol acendeu sua página e a brisa que entrava pela janela a virou. Em um súbito movimento, levantou seu olhar e desviou-o para o sol, esperando ver apenas uma luz que ofuscasse seus olhos.
Sim, o sol brilhava, mas iluminado por ele, um outro ser sua luz refletia. A pele, a mais pálida que já havia visto e o olhar, o mais profundo que já penetrara seus olhos. Ao perceber que ele a olhava, ela, numa ação ágil e singela, fez surgir um sorriso em sua boca, delineado por lábios gritantemente vermelhos. Ele, desconcertado, apenas sorriu e voltou para seu livro, a fim de não mostrar seu queixo que acabara de cair.
O dia se foi, a correria não parava, mas em sua mente apenas ela. Tudo estava pronto, o despertador programado, o cronograma montado e apenas um objetivo: estar naquele mesmo ônibus, naquele mesmo horário e, quem sabe, com uma ajuda do destino, vê-la novamente.
Assim deitou-se, tentando conter a ansiedade, dormir mais rápido para que o amanhã logo chegasse.
Os melhores discos de 2011, pelo menos pra mim

É, 2011 terminou e 2012 começou. E eu estou atrasado. De propósito? Não, mas no final das contas, foi bom esperar a poeira do fim de ano passar.
No geral, foi um bom ano para discos, mas confesso que esse ano eu comprei mais CDs de 2010 do que de 2011. Anyway, tivemos Adele tocando até não aguentar mais, Strokes sendo “odiados” pelo Angles e amados pela década do Is This It, Toro Y Moi fazendo o chillwave cair (ainda mais) na graça dos hipsters e muita gente daqui de dentro lançando o que esperávamos há anos. Continue reading
Musas, edição revisada e atualizada
Hey pessoas! Há 8 meses eu escrevi um post com o top10 de minhas musas. E como eu já esperava, esta lista mudou. Minha vida é vivida em fases, sem dúvida alguma, e acho que minha lista de musas é extremamente afetada por isso, por mais que as mudanças sejam pequeninas. Continue reading
Passarada
(via URBE)
Dê-me minha música!
Hoje eu estava caçando pela web um EP de uma banda brasileira, e quando digo caçando estou sendo realmente sincero. Procurando por todos os cantos, todos os sites de compartilhamento, comunidade no orkut etc. Até que não achei a coisa, e fiquei meio revoltz. Sabendo que seria praticamente impossível achar o disco para baixar, fui caçar as músicas em alguma loja online para comprar, ou encontrar o disco físico, um vinil quem sabe. Fato é que não achei nada. Nem preciso dizer que fiquei ainda mais revoltado.
Nisso pensei cá com meus botões “se no nível que estamos é tão difícil encontrar um bendito disco, imagine 30 anos atrás”. Nem para comprar eu achei a merda do disco!! E ainda tem gente que me diz que a internet matou as gravadoras? Pera aí! Se ela quer vender, ela que coloque o produto no mercado, faça o produto chegar às melhores lojas do ramo e crie uma visibilidade pra ele. E se quiser vender ainda mais, coloque preços competitivos e outros atrativos que a internet não oferece para competir com a imensurável rede.
Imagine se nós consumissemos apenas as músicas que comprassemos. Vocês realmente acham que a industria da música chegaria no nível que chegou hoje? Acham que o leque de estilos e artistas seria tão grande como é? Acham que tantas bandas teriam visibilidades como tem hoje? Acham que vocês gostariam das mesma coisas que gostam hoje? Eu realmente acho que não. Acho que a internet contribuiu para uma difusão musical a qual faz com que cada vez mais as pessoas procurem maneiras de encontrar sua música, mesmo que seja pagando um pequeno preço.
Se eu gostasse apenas do que compro, gostaria de muita coisa, mas nem um décimo do que gosto hoje, do que conheço hoje e do que consumo hoje. A música em si pode não trazer mais lucro diretamente com discos físicos, discos virtuais, EPs etc, mas com certeza prepara o terreno pra venda de DVDs, camisetas e os próprios shows dos artistas que são as grandes atividades rentáveis para eles.
Resumindo, parem de falar que tudo morreu e comecem a oferecer o que realmente queremos, seja por pequenos preços (a la McDonald’s) ou de graça.
Dá pra parar de reclamar do chat do Facebook e fazer alguma coisa?
Há quase um mês ouço reclamações de Deus e o mundo sobre a mudança do chat do Facebook. Amigos reclamando, Gizmodo
fazendo milhares de artigos sobre etc. Pronto, encheu o saco.
Para os desavisados de plantão, desde fevereiro (de 2010) o Facebook já oferece suporte para que seus usuários utilizem seu sistema de chat fora do Facebook através da tecnologia mundialmente conhecida Jabber (XMPP).
Você pode utilizar qualquer client Jabber que conheça, goste ou tenha ouvido falar. As configurações são as mesmas para todos eles. Crie uma nova conta e insira as seguintes informações:
- Protocolo: XMPP or Jabber
-
Nome de usuário: <facebook id>
- Domínio: chat.facebook.com
- ID do Jabber: <facebook id>@chat.facebook.com
- Senha: <sua senha do Facebook>
- Porta: 5222
- Servidor: chat.facebook.com
- Usar SSL/TLS: não
- Permitir autenticação de texto simples: não
(Algumas particularidades existem em cada client Jabber, como uso de SSL e coisas do tipo.)
Atente-se para o <facebook id>. Caso você não saiba o seu, verifique esta página sobre o chat e escolhe qual programa mais lhe apetece (imagem abaixo). Ao escolher o programa, ele mostrará suas informações (você tem que estar logado, é claro) e como realizar a configuração step-by-step.
Depois disso, seu client Jabber já estará acessando seu chat do Facebook listando todos os seus amigos online, offline ou ausentes.
Portanto, KEEP CALM AND PARA DE RECLAMAR!
Quase o fim
Há algumas semanas venho pensando em encerrar a jornada do Diário do Cosmopolita. Felizmente, hoje decidi não cometer o crime.
O Diário do Cosmopolita começou em Janeiro de 2007, 23 de Janeiro de 2007, comentando duas notícias: a primeira sobre um passageiro com problemas para entrar em seu vôo na Austrália e a segunda sobre o PAC, ainda em discussão naquela época. Releio o texto o hoje e vejo como era ingênuo. E isso não é ruim, é apenas o curso natural das coisas, evolução, crescimento, amadurecimento.
Esse foi um formato que estreve presente em muitas das postagens do Diário, comentário de notícias, com uma leve pitada de crítica e parcialidade. Ser jornalista em um blog nunca foi uma ambição.
Mas por aqui também já passaram poesias, imagens, posts rápidos, redações de vestibular e, acima de tudo, desabafos que ajudaram na consolidação do que é o Diário para mim hoje: um lugar em que posso escrever o que eu bem entender, para mostrar o que eu bem quiser sem que qualquer um tenha o poder me censurar.
Hoje o Diário tem 165 postagens, 14 categorias, 925 tags, 83 comentários e 12.111 visitas (contadas a partir de 2009-02-12), que cumprem com seu objetivo: mostrar o que sou e o que quero nessa Terra.
Curitiba: Balanço Semestral
Como muitos de vocês devem saber, desde o dia 28 de Fevereiro de 2011, minha residência oficial se mudou da Rua Siqueira Campos, em Bauru/SP, para a Rua Des. Westphalen, em Curitiba/PR. O motivo? Faculdade, finalmente passei no vestibular e veio a hora de engajar-me na vida universitária.
Minha vinda à Curitiba foi para estudar, sim. Mas ninguém vive só de estudo, e se o faz, enloquece. Portanto, criei uma vida aqui, um círculo de amigos (tá ainda, é um polígono), conheci lugares novos, aprendi que ter carro aqui não vale muito a pena, que táxi não é tão caro e que o dogão da faculdade é bom e barato. Continue reading
Obama, Osama, EUA e o #fail
Na noite de Domingo, os EUA anunciaram que haviam matado o número 1 na lista de mais procurados do FBI
, o líder da Al-Qaeda
, Osama Bin Laden
. A informação vazou no twitter e gerou um frisson na mídia mundial. Alguns jornalistas receberam um rápido email com as palavras “Get to work” e a bola de neve começou a ganhar tamanho.
Um pronunciamento à nação e ao mundo do presidente Barack Obama veio com mais de uma hora de atraso do programado. Ele confirmou informações que já descrevi aqui.
Mas nem tudo foi dito ele. Após o pronunciamento, as gráficas dos jornais de todo o mundo pararam e a semana de especulações começou. Muitas novas notícias apareceram e junto com elas, declarações oficiais da Casa Branca, confirmando ou não. Algumas coisas plausíveis, outras pura especulação, mas todas pipocando na mídia.
Foi dito que Osama teria usado uma de suas esposas como escudo-humano, que haviam 9 crianças na casa, que quando as autoridades paquistanesas chegaram os americanos já haviam deixado o local levando apenas o corpo de Osama
etc. Algumas coisas foram conformadas e o governo passou a dar declarações que o corpo de Osama seria tratado da maneira devida pela religião islâmica e as declarações começaram a perder credibilidade.
Como esperado, o governo norte-americano não liberou nenhuma imagem sobre o acontecido, mas sabe-se que o presidente Barack Obama assistiu a toda a ação. Inclusive, foi confirmado que a ordem era MATAR, repito, MATAR Osama Bin Laden, e não detê-lo. Até que veio a fatídica notícia e a história toda começou a tomar forma de uma incrível mentira: o corpo de Osama Bin Laden
teria sido velado e jogado no Mar Arábico
.
Bom, já é difícil acreditar que os EUA teriam encontrado ele depois de quase dez anos, invidade sua casa, matado ele e saído da situação apenas com um helicóptero ao chão. Agora com a tal história do corpo ao mar, e sem qualquer imagem liberada oficialmente que comprove a ação, a história não passa de estória.
