Campus Party 2010 – Dias 5,6, 7 e o Fim!

Hey pessoas do meu Brasil varonil!

Finalizando minha série de posts sobre “o maior evento da internet brasileira”, a Campus Party. Porém, já faço tal post já do conforto bauruense, por mais atrasado que isso seja. AUHAUHA!

Bom, os últimos dois dias (dois e meio, na verdade) de Campus Party foram muitooo bons. Por mais que o sentimento de despedida já estivesse no ar, o conteúdo absorvido e as pessoas conhecidas foram comparáveis aos do resto do evento.

Tais dias foram os dias mais ecléticos em meus calendários de palestras, debates e painéis. Indo de blogs à desenvolvimento de Rich Interface Applications com software livre, passando por furos jornalísticos na música, cinema e até o famigerado conteúdo pornográfico na web. Todos tendo algo a acrescentar, como sempre.

Brincando com música. Da esquerda para direita: @borbs, @rafaellosso, Wilson Esteves e Tatá Aeroplano.

Começando o quinto dia de evento, além de deixar milhares de downloads sendo feitos, desloquei-me para a área de música do evento, a fim de assistir a um debate com o seguinte tema: “Fazer Música x Brincar com Música”. Tal debate contou com a ilustre presença de nosso amiguinho Thiago Borbolla (o popular @borbs), Rafael Losso (@rafaellosso), Tatá Aeroplano (front-man de projetos como Jumbo Elektro e Cérebro Eletrônico), Wilson Esteves (da banda “Os Gameboys”, formada em uma faculdade de música). Gostei muito desse debate, mostrando todas as vertentes do assunto. Tal ponto foi o que mais me chamou a atenção nesse debate. Partindo de quem não toca reais instrumentos, como o Borbs, até pessoas que estudaram música em nível superior, como Wilson Esteves. Acredito que todas as opiniões levantadas foram extremamente relevantes e fizeram com que todos os presentes conseguissem ter uma base de conhecimento e argumentos suficientes para definir seu ponto de vista e sua relação com o assunto. Com toda a certeza, e sem medo de errar, um dos melhores debates (dos quais participei) do evento, na minha opinião.

Programando o Futuro dos Blogs. Da direita para esquerda: @marcogomes, @jonnyken, @mlemos, @luisleao e @sikora.

Após tal debate, voltei-me para a área de blogs a fim de ver um belíssimo painel intitulado “Programando o Futuro dos Blog”, com a presença de Marco Gomes (Fundador e Diretor de Inovação da Boo-Box), Jonny Ken Itaya (Diretor de Tecnologia da Kingo Labs, criador do migre.me etc.), Luís Leão (Criador e Desenvolvedor do sms2blog), Manoel Lemos (Fundador do BlogBlogs e CTO da Abril Digital) e Rodolfo Sikora (Co-Fundador, idealizador e desenvolvedor do Gengibre). Um dos melhores debates do evento também, envolvendo debate sobre o futuro das mídias sociais no Brasil, os rumos, caminhos e a monetização do conteúdo no Brasil. Aprendi bastante nesse debate e consegui organizar algumas idéias e “buzzes” que voavam pela minha mente.

Sentando-me em um dos milhares de sofás brancos que estavam disponíveis em frente à área de blogs, mantive-me focado em meu trabalho, mas com um dos ouvidos no painel “Is The Internet For Porn?”. Uma baixaria engraçadíssima com a ilustre presença de Aline Gomes (a popular @lini), Rodolfo Castreanza (A mente por trás do OMEdI) e alguns outros participantes.

Is The Internet For Porn?

Na extrema esquerda (esqueçam o gordinho de cinza) @lini, e na extrema esquerda @castreanza.

Intertextualição do conteúdo.

Intertextualização do conteúdo. Na extrema esquerda @nicolasvargas, e no centro (careca, é claro) Cazé Pecini.

Mantendo-me ali, assisti à um ótimo (e morno) debate sobre a intertextualização do conteúdo. Com presenças ilustres, como Caze Pecini (Não, o sobrenome dele não é “Peçanha”) e @nicolasvargas (Editor-chefe do Portal MTV, um dos roteirista do VMB etc.) que finalizaram meu quinto dia de evento com chave de ouro.

Após uma longa noite de “pseudo-lual-transcendente-whatever” (o qual você confesso no vídeo abaixo), muita música e muito download, pela manhã tive o prazer de conhecer @Deka_Pimenta, @PhilRicelli e @cadusimoes.

Blog e Cinema

Blogs e cinema. Da esquerda para direita: @borbs, @ondei, Felipe Joffily, @chicofireman, @diegomaia e Marcus Baldini.

Após algumas poucas horas de sono e alguns momentos de risadas durante o dia, no final da tarde volto-me para a área de blogs novamente. Desta vez a fim de assistir ao debate intitulado “Blogs E Cinema”, mediado por @chicofireman e com a presença de meus queridos @ondei e @borbs, e ainda @diegomaia, Marcus Baldini e Felipe Joffily. Um ótimo debate, para mim, um dos integrantes do top10 dos conglomerados que participei no evento. Gostei bastante.

O Furo Jornalístico na Música.

Marcelo Negromonte, @nicolasvargas e Karen Kopitar.

Depois de uma rápida tietagem com @ondei e @borbs, um ainda mais rápido jantar e hora de finalizar as palestras da área de blogs com o debate “Furo Jornalístico Musical na Internet”, com mediação de @nicolasvargas (editor-chefe do @PortalMTV) e presença de Karen Kopitar (editora do Dominódromo) e Marcelo Negromonte (editor do UOL Música).

Para fechar o sexto dia do evento e último de palestras, corro para a área de Software Livre a fim de assistir à última palestra do evento, que começa quase uma hora atrasada graças aos acontecimentos do palco principal. Essa é a palestra de Rich Interface Application com Software Livre, voltada para a “plataforma” Qt e ministrada pelo grande Maurício Leal, aka @maltron. Confesso que é uma ótima plataforma, mas ainda sou muito mais JavaFx, tema de sua última palestra no JustJava 2009.

Finalizado realmente o sexto dia, a madrugada foi composta de longas conversas e a manhã do domingo, o tão temido sétimo dia, chegou com aquele sentimento de despedida em nossos corações. Logo lá pelas 6h da manhã, começo a ver as pessoas juntando suas malas e saindo pela última vez da Arena, passando pela última revista, e alguns até derramando a primeira lágrima (sim, vi lágrimas ameaçando cair de olhos sinceros a essa hora) após 7 dias de convívio com pessoas maravilhosas.

O fim.

O fim. Assim começou o último dia.

O evento acabou, voltamos para nossas casas e hoje, após três semanas, posso dar meu parecer sincero e (praticamente) imparcial sobre o evento, sem medo de errar por muito.

A Campus Party é um evento que nasceu da forma certa, com uma ótima idéia, mas que ainda é jovem e tem muito o que aprender. Alguns problemas referentes à infra-estrutura sonora e ao credenciamento e falta de organização na entrada são alguns dos mais citados. Porém, o evento é dotado de grande qualidade e o melhor, ótimas pessoas. Sim, o evento é feito por pessoas e para as pessoas, todos dando o melhor de si a fim de fazer um ótimo evento.

Por mais que as palestras e os painéis e os debates sejam importantes, acredito que a interação entre as pessoas é o mais destacado nesse evento. Gostei bastante do que vi e, apesar de algumas chateações, é praticamente certeza que estarei lá novamente no ano que vem.

Como você já bem sabe, as fotos completas (mais de 600!!) você confere por aqui.

Bom, por aqui me despeço e até 2011.
:D

Escrever é …

Comecei a frase no título há três dias quando um amigo me perguntou o que eu achava que escrever representava. Infelizmente, não consegui terminar a frase graçar à complexidade de tal ato, graças à dificuldade de expressar, em escrita, coisas realmente existentes apenas no planos de nossas mentes, e coração.

Há pouco mais de um mês, comecei uma nova empreitada, envolvendo contos, histórias, estórias e outros gêneros textuais que sempre me odiaram na escola, mas que em casa sempre me ajudaram a colocar certas coisas em certos lugares de minha mente.

Mas voltando à minha empreitada, confesso que ela pode ser um tanto quanto megalomaníaca, ou exagerada, quissá imbecil, porém ela está consumindo um ótimo momento de minha mente e espero que assim permaneça.

Enfim, estou escrevendo um livro, ou pelo menos tentando. Postarei a primeira página hoje, aqui, e gostaria de saber a opinião de vocês sobre tal, seja ela boa ou ruim. Quero apenas saber o que acharam; Para tal, utilizem os comentários.

Assim o ano termina. Gostaria de desejar à todos um feliz ano novo e que 2010 venha com muito mais força do que 2009. Afinal, sempre queremos mais e mais.


Capítulo I

-Okay garota. Pode deixar que vou fazer tudo direito.

-Já ouvi tudo isso mais de um milhão de vezes.

-Qual é o seu problema? Eu já entendi TUDO!

-Ooooohhhhhh!!! Oooooohhhhh!!

-Que música é essa?

-I’ve been wrong…

-Kings Of Leon??? Ahhhhh, o celular!

Novamente, misturando sonho com o despertar de seu celular, ele acorda em mais uma manhã que, como as outras, seria apenas mais uma, insignificante e praticamente impossível de ser lembrada daqui a alguns anos. Pulando de sua cama, vê que já havia desligado o celular mais de duas vezes antes do fatídico toque de “Use Somebody”. Olha para seu relógio de pulso, faz algumas contas, e percebe que, novamente, encontra-se atrasado para aquele dia que seria apenas mais um.

Corre para o banheiro e consegue ser mais rápido que seu pensamento, ainda deitado em sua cama esperando o tempo certo para acordar. Sob a água, lava apenas o necessário e logo já está penteando seu cabelo e escovando os dentes antes que o coletivo passe pela rua debaixo. Jeans e camiseta, mochila nas costas, saí com uma fruta na mão e corre em pensamento até o ponto mas, ao dobrar a esquina, vê o ônibus cruzando a rua e deixando-o para trás.

-Ótimo! Mais um dia atrasado.

Continua seu caminho, mais calmamente, até o ponto e espera o próximo ônibus que lhe sirva para que tente chegar não muito tarde até o trabalho. Mas os segundos passam, os minutos também, e as olhadas ao relógio de pulso se tornam cada vez mais freqüentes. Até que, 17 minutos e 32 segundos depois, outro gigante de lata chega e ele, ofegante pela ansiedade, entra como um flash de luz.

-Bom dia! – diz ele.

-Só se for pra você! – responde o cobrador zangado.

Pensa consigo: “Hoje vai ser duro!”.

Como sempre, a falta de lugares o força a permanecer de pé até o centro da cidade, equilibrando-se por entre pessoas, canos, poltronas cheias, sacolas e egos, cada vez maiores nos dias de hoje, conforta-se em um lugar e começa a olhar ao redor, como faz todos os dias, e nada diferente. Porém, 180º graus após o início de sua procura, vê alguém que nunca havia visto. Vê alguém que, por sua incrível beleza, destaca-se da multidão já borrada pelos cantos da visão.

Daquele momento em diante, seus olhos possuíam apenas uma direção, levemente disfarçada por algumas poucas olhadas aos celulares e algumas mudanças de música, procurando a trilha sonora perfeita para o momento que era muito bom para ser realmente verdade naquele dia.

A mudanças de músicas chegam ao final, Melody Gardot, “If The Stars Were Mine” e tudo começa a encaixar-se em seus devidos lugares. A música o contagia e ele continua disfarçando o olhar. Sem muita vontade, continua se contendo a fim de não mostrar à todos naquele coletivo o que realmente queria fazer o que realmente sentia naquele momento.

Em uma de suas olhadas à ela, seus olhares se encontram, perdidos ao léu. Ele, inconscientemente, dispara um sorriso que é facilmente correspondido por ela, deixando-o ainda mais feliz naquele dia que havia começado de forma estupidamente ruim. Porém, ao olhar pela janela, vê uma loja que nunca havia visto e descobre que perdeu seu ponto de descida. Rapidamente puxa a famosa cordinha responsável por parar o coletivo e em meio a correria para descer, deixa à ela apenas um sorriso rápido mas sincero e intenso. E ela, segura-se com um singelo e simples sorriso, daqueles não que não mostram os dentes, mas mostram a felicidade, ou ao menos parte dela.

Após descer, o caminho 4 quadras até seu trabalho, fez-o pensar que aquele dia seria muito melhor do que seu péssimo começo. Nos fones de ouvido, coloca uma música que gosta muito, “How Soon Is Now”, e inicia sua caminhada da melhor forma possível, feliz. O sol nunca brilhou tanto, os pássaros nunca se destacaram tanto nos céus azuis daquela cidade e um rapaz nunca (quase) foi atropelado com tanta felicidade e normalidade por entre aquelas ruas negras e inquietas.

Chega ao trabalho e faltou-lhe, apenas, desejar um bom dia à samambaia da recepção, pois todos os outros foram contemplados com o mais sincero “bom dia” em muito tempo. Deixa suas coisas em sua mesa e prontamente vai até a cozinha para pegar a sua tradicional caneca de café. Tudo feito tradicionalmente, como em todos os dias, porém um nível a mais de felicidade, ou melhor, alguns níveis.

Senta-se e em alguns minutos já está em outra dimensão ouvindo suas músicas, consideradas estranhas pelos outros, e realizando todo o trabalho daquele dia como um louco apaixonado, algo que não era mentira. Por mais concentrado que estivesse, sua mente continuava, vagamente, focada na imagem momentânea do rosto daquela garota que deu uma virada de quinhentos e quarenta graus em seu dia. Isso mesmo, quinhentos e quarenta graus, uma volta completa e mais meia, a fim de mudar completamente o sentido daquele dia.

[...]

A paixão

A nova vida começa
Perdendo meu olhares
Encontro na multidão tal peça
Peça simples e singela
Mas que sob a lua

Mostra seus mais íntimos detalhes.
Anseio o momento
Procuro algo em comum
Algo que me ligue à
E perdido no noturno relento
Encontro nela o comum.

O comum que me agrada
É apenas o comum
Que de modo surpreso
Me laça e prende ao seu lado.

Começo a ser eu mesmo
Algo que não fazia há tempos
A aproximação se torna inevitável
E um pedaço de meu coração
Logo é tomado por tal simplicidade.

Em meio à devaneios e explicações
Minha vida se torna mais bonita
E tudo que quero é ter-la ao me lado
E apenas ao meu lado,
Cultuada pela noite que me cansa.

Assim a minha vida vai,
Sempre selada com paixões
Cada vez mais sinceras
E apaixonantes.

PS: Sim, eu estou apaixonado.

Fotografia antes da era digital? Ahn?

Hoje eu navegava pelo Flickr, por pura falta do que fazer, vendo fotos e mais fotos de usuários e mais usuários e comecei a me perguntar: “Como era o mundo da fotografia antes do Flickr?”. Pode parecer uma pergunta meio idiota, mas tem fundamento. Antigamente, fotos artísticas eram expostas em galerias, exposições especializadas e coisas do tipo, fotos lindas, mas que só algumas pessoas (as de pode aquisitivo mais alto, claro) podiam deliciar.

Foto relativamente boa, tirada com um Sony DSC-S40, uma câmera compacta.

Comecei à olhar as fotos feitas com as “piores” câmeras digitais do mercado, aquelas mais baratinhas, sem alta-resolução e sem um bom conjunto de lentes, e mesmo assim, fotos maravilhosas apareciam, fotos lindas e mais lindas, uma melhor que a outra, sempre com uma boa sacada do fotógrafo.

Depois eu parti para as fotos de câmeras mais avanças, as compactas mas com uma boa resolução e um conjunto de lentes decente, e não me surpreendi muito com as fotos, a maioria comparável às tiradas pelas “piores” câmeras ou às vezes fotos piores do que às das câmeras mais simples e confabulei que a quantidade de recursos e configurações dessas câmerias, não ajuda os usuários mais leigos fazendo com que as fotos não ficassem tão boas.

Mas aí veio o que realmente me fascinaria e surpreenderia, as melhores câmeras do mercado. Algo como algumas Canon EOS, as Rebel, as Nikon D, as Sony Alpha e até algumas da linha H da Sony. Fotos simplesmente maravilhosas, concordo que nesse ponto a diferença é gigantesca e visível à olhos nús de leigos. As fotos apresentam contrastes perfeitos, ótimos insights e uma qualidade de outro mundo.

E depois de toda essa análise, “sem sentido”, pude chegar à conclusão de que para se fotografar bem, ou fazer “arte” como essas lindas fotografias, a única coisa que se precisa é vontade e idéias e mais idéias, porque até mesmo com câmeras “ruins”, ou seja, que não são as melhores do mercado, é possível fazer coisas belas, lindas, criativas, arte de verdade. Resumindo, fotografia e cinema caminham paralelamente, “é uma câmera na mão e uma idéia na cabeça” e tudo vai dar certo, sempre.

:D

A Melhor Apresentação em Anos

Essa está sendo a descrição dada por muitos para a simples de inimaginável apresentação que Hugh Jackman fez ontem na 81ª entrega dos Academy Awards, o conhecido Oscar.

Com a ajuda de inúmeros contra-regras, algum coreógrafo genial e da linda (e indicada) Anne Hathway, Hugh Jackman quebrou o paradigma que as apresentação da festa tem que ser algo muito bem produzido, com vários efeitos e tudo mais. Utilizando apenas “coisas que ele criou na própria garagem”, Hugh Jackman cativou o público e foi um dos pilares para “o novo modo de fazer premiações” do Oscar de ontem.

Abaixo você confere o vídeo da apresentação na Íntegra:

(“I AM WOLVERINEEEEEEEEEEE!”)

Assim como muitos, espero que o bom humor pontue as festas dos próximos anos.

(Aqui você confere a lista completa de vencedores.)

:D

Os Academy Awards 2009, o famoso Oscar.

Fonte: Terra

Fonte: Terra

A 81ª noite de entrega dos Academy Awards, o famoso Oscar, aconteceu, como todos os anos, no luxuoso Kodak Theatre, em Los Angeles, com um cenário totalmente novo, luxuoso, com traços de Michelangelo, cortinas de cristais Swarovski e pela primeira vez em alguns anos, não foi criada uma apresentação para a entrega, tendo como apresentador (e show man) o eterno Wolverine, Hugh Jackman, apresentado a premiação de forma criativa e simples, com participação da atriz, indicada por “O Casamento de Rachel”, Anne Hathway.

A fraudulenta lista divulgada durante essa semana com os possíveis ganhadores dos prêmios foi desmentida logo no começo da premiação com a entrega do prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, na qual a ganhadora foi Penelope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona. Mas, o grande ganhador da noite foi “Quem quer ser um milionário?” (“Slumdog Millionaire”) com direção de Danny Boyle, faturando 8 prêmios na noite.

Tal filme do diretor inglês Danny Boyle foi gravado na India, mais especificamente na cidade de Mumbai, um filme com um orçamento relativamente baixo (em comparação com os outro indicados) mais que cativou o público com sua história ficcional mas que mostra a realidade pobre e sofredora do povo indiano. Por muitos vem sido tido com o “Cidade de Deus” indiano, tendo faturado outros grandes prêmios do circuíto das artes como o Globo de Ouro e o BAFTA (o Oscar da terra da rainha).

Como já esperado, Heath Ledger foi agraciado com o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “Batman – O Cavaleiro das Trevas” (“The Dark Knight”) recebido por seus pais e sua irmã, que viajaram da Austrália para Los Angeles especialmente para o entrega. Sua atuação ficará consagrada com a melhor atuação de um Coringa no cinema, até ultrapassando a grande atuação de Jack Nicholson. Como já anunciado, o prêmio ficará com sua filha de 3 anos, a pequena Matilda Rose, atitude apoiada por sua mãe que já não vivia mais com Heath. A homenagem durante a entrega do prêmio arrancou lágrimas de quase todos os presentes demonstrando sua imensa qualidade como ator e pessoa.

A festa passou por remodelações este ano de modo que esta ficasse mais dinâmica, menos densa e menos glamurosa, mas mantendo o luxo de todos os anos, tornando também a platéia parte do show, já que o palco foi aproximado ainda mais da primeira fila, dando oportunidades para o apresentador, Hugh Jackman, brincar com a platéia e tornar a festa deste ano uma nova referência para as próximas.

Algumas gafes também foram cometidas, como na entrega do primeiro prêmio da noite, de Melhor Atriz Coadjuvante, a cortina que ofuscava o telão ao fundo demorou segundos a abrir bloqueando a visão do telão. Outra grafe também percebida, mas que não se sabe se foi proposital ou não, foi no tradicional momento que as grandes figuras de Hollywood que faleceram no último ano são homenageadas. Momento qual a Academia não mostrou e nem citou o nome de Heath Ledger, um dos premiados da noite falecido no último ano.

Abaixo você confere a lista de vencedores da premiação:

Melhor Filme
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Ator
Sean Penn, por Milk – A Voz da Igualdade

Melhor Atriz
Angelina Jolie, por A Troca

Melhor Ator Coadjuvante
Heath Ledger, por Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Atriz Coadjuvante
Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona

Melhor Diretor
Quem Quer Ser Um Milionário?, Danny Boyle

Melhor Filme Estrangeiro
Departures

Melhor Filme de Animação
Wall-E

Melhor Roteiro Adaptado
Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Roteiro Original
Milk – A Voz da Igualdade

Melhor fotografia
Quem Quer Ser um Milionário?, Anthony Dod Mantle

Melhor direção de arte
O Curioso Caso de Benjamin Button, Donald Graham Burt, Victor J. Zolfo

Melhor figurino
A Duquesa, Michael O’Connor

Melhor documentário em longa-metragem
Man on Wire, James Marsh, Simon Chinn

Melhor documentário em curta-metragem
Smile Pinki, de Megan Mylan

Melhor montagem
Quem Quer Ser Um Milionário?, Chris Dickens

Melhor maquiagem
O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor trilha sonora original
Quem Quer Ser Um Milionário?, A.R. Rahman

Melhor Canção
Quem Quer Ser Um Milionário?, com Jai Ho

Melhor Curta-Metragem de Animação
La Maison de Petits Cubes, Kunio Kato

Melhor Curta-Metragem
Spielzeugland (Toyland), Jochen Alexander Freydank

Melhor Edição de Som
Batman – O Cavaleiro das Trevas, Richard King

Melhor Mixagem de Som
Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhores Efeitos Visuais
O Curioso Caso de Benjamim Button