Os melhores discos de 2011, pelo menos pra mim

2011

É, 2011 terminou e 2012 começou. E eu estou atrasado. De propósito? Não, mas no final das contas, foi bom esperar a poeira do fim de ano passar.

No geral, foi um bom ano para discos, mas confesso que esse ano eu comprei mais CDs de 2010 do que de 2011. Anyway, tivemos Adele tocando até não aguentar mais, Strokes sendo “odiados” pelo Angles e amados pela década do Is This It, Toro Y Moi fazendo o chillwave cair (ainda mais) na graça dos hipsters e muita gente daqui de dentro lançando o que esperávamos há anos. Continue reading

Dê-me minha música!

Hoje eu estava caçando pela web um EP de uma banda brasileira, e quando digo caçando estou sendo realmente sincero. Procurando por todos os cantos, todos os sites de compartilhamento, comunidade no orkut etc. Até que não achei a coisa, e fiquei meio revoltz. Sabendo que seria praticamente impossível achar o disco para baixar, fui caçar as músicas em alguma loja online para comprar, ou encontrar o disco físico, um vinil quem sabe. Fato é que não achei nada. Nem preciso dizer que fiquei ainda mais revoltado.

Nisso pensei cá com meus botões “se no nível que estamos é tão difícil encontrar um bendito disco, imagine 30 anos atrás”. Nem para comprar eu achei a merda do disco!! E ainda tem gente que me diz que a internet matou as gravadoras? Pera aí! Se ela quer vender, ela que coloque o produto no mercado, faça o produto chegar às melhores lojas do ramo e crie uma visibilidade pra ele. E se quiser vender ainda mais, coloque preços competitivos e outros atrativos que a internet não oferece para competir com a imensurável rede.

Imagine se nós consumissemos apenas as músicas que comprassemos. Vocês realmente acham que a industria da música chegaria no nível que chegou hoje? Acham que o leque de estilos e artistas seria tão grande como é? Acham que tantas bandas teriam visibilidades como tem hoje? Acham que vocês gostariam das mesma coisas que gostam hoje? Eu realmente acho que não. Acho que a internet contribuiu para uma difusão musical a qual faz com que cada vez mais as pessoas procurem maneiras de encontrar sua música, mesmo que seja pagando um pequeno preço.

Se eu gostasse apenas do que compro, gostaria de muita coisa, mas nem um décimo do que gosto hoje, do que conheço hoje e do que consumo hoje. A música em si pode não trazer mais lucro diretamente com discos físicos, discos virtuais, EPs etc, mas com certeza prepara o terreno pra venda de DVDs, camisetas e os próprios shows dos artistas que são as grandes atividades rentáveis para eles.

Resumindo, parem de falar que tudo morreu e comecem a oferecer o que realmente queremos, seja por pequenos preços (a la McDonald’s) ou de graça.

Cabeça de rádio sempre mudando

Sabe aquela banda chama Radiohead[bb]? Sim, aquela que acaba de lançar um disco na web! Sim, aquela que lançou o último disco (antes de desse, claro) pela internet e você podia pagar quanto quiser! Sim, aquela que veio pro Brasil e tocou no mesmo dia que o Los Hermanos! Sim, aquela que tem um vocalista com o olho estranho e cantava que era uma “Creep”.

Pois é, suas músicas navegam pra lá e pra cá no plano cartesiano dos estilos. Baseado nisso, foi criado um infográfico[bb] sobre tais variações do Radiohead[bb]. Veja que loucura:

Variações do Radiohead

Veja como essa banda gosta de passear pelos estilos. (clique para ampliar)

{via Trabalho Sujo}

 

Campus Party 2010 – Dias 5,6, 7 e o Fim!

Hey pessoas do meu Brasil varonil!

Finalizando minha série de posts sobre “o maior evento da internet brasileira”, a Campus Party. Porém, já faço tal post já do conforto bauruense, por mais atrasado que isso seja. AUHAUHA!

Bom, os últimos dois dias (dois e meio, na verdade) de Campus Party foram muitooo bons. Por mais que o sentimento de despedida já estivesse no ar, o conteúdo absorvido e as pessoas conhecidas foram comparáveis aos do resto do evento.

Tais dias foram os dias mais ecléticos em meus calendários de palestras, debates e painéis. Indo de blogs à desenvolvimento de Rich Interface Applications com software livre, passando por furos jornalísticos na música, cinema e até o famigerado conteúdo pornográfico na web. Todos tendo algo a acrescentar, como sempre.

Brincando com música. Da esquerda para direita: @borbs, @rafaellosso, Wilson Esteves e Tatá Aeroplano.

Começando o quinto dia de evento, além de deixar milhares de downloads sendo feitos, desloquei-me para a área de música do evento, a fim de assistir a um debate com o seguinte tema: “Fazer Música x Brincar com Música”. Tal debate contou com a ilustre presença de nosso amiguinho Thiago Borbolla (o popular @borbs), Rafael Losso (@rafaellosso), Tatá Aeroplano (front-man de projetos como Jumbo Elektro e Cérebro Eletrônico), Wilson Esteves (da banda “Os Gameboys”, formada em uma faculdade de música). Gostei muito desse debate, mostrando todas as vertentes do assunto. Tal ponto foi o que mais me chamou a atenção nesse debate. Partindo de quem não toca reais instrumentos, como o Borbs, até pessoas que estudaram música em nível superior, como Wilson Esteves. Acredito que todas as opiniões levantadas foram extremamente relevantes e fizeram com que todos os presentes conseguissem ter uma base de conhecimento e argumentos suficientes para definir seu ponto de vista e sua relação com o assunto. Com toda a certeza, e sem medo de errar, um dos melhores debates (dos quais participei) do evento, na minha opinião.

Programando o Futuro dos Blogs. Da direita para esquerda: @marcogomes, @jonnyken, @mlemos, @luisleao e @sikora.

Após tal debate, voltei-me para a área de blogs a fim de ver um belíssimo painel intitulado “Programando o Futuro dos Blog”, com a presença de Marco Gomes (Fundador e Diretor de Inovação da Boo-Box), Jonny Ken Itaya (Diretor de Tecnologia da Kingo Labs, criador do migre.me etc.), Luís Leão (Criador e Desenvolvedor do sms2blog), Manoel Lemos (Fundador do BlogBlogs e CTO da Abril Digital) e Rodolfo Sikora (Co-Fundador, idealizador e desenvolvedor do Gengibre). Um dos melhores debates do evento também, envolvendo debate sobre o futuro das mídias sociais no Brasil, os rumos, caminhos e a monetização do conteúdo no Brasil. Aprendi bastante nesse debate e consegui organizar algumas idéias e “buzzes” que voavam pela minha mente.

Sentando-me em um dos milhares de sofás brancos que estavam disponíveis em frente à área de blogs, mantive-me focado em meu trabalho, mas com um dos ouvidos no painel “Is The Internet For Porn?”. Uma baixaria engraçadíssima com a ilustre presença de Aline Gomes (a popular @lini), Rodolfo Castreanza (A mente por trás do OMEdI) e alguns outros participantes.

Is The Internet For Porn?

Na extrema esquerda (esqueçam o gordinho de cinza) @lini, e na extrema esquerda @castreanza.

Intertextualição do conteúdo.

Intertextualização do conteúdo. Na extrema esquerda @nicolasvargas, e no centro (careca, é claro) Cazé Pecini.

Mantendo-me ali, assisti à um ótimo (e morno) debate sobre a intertextualização do conteúdo. Com presenças ilustres, como Caze Pecini (Não, o sobrenome dele não é “Peçanha”) e @nicolasvargas (Editor-chefe do Portal MTV, um dos roteirista do VMB etc.) que finalizaram meu quinto dia de evento com chave de ouro.

Após uma longa noite de “pseudo-lual-transcendente-whatever” (o qual você confesso no vídeo abaixo), muita música e muito download, pela manhã tive o prazer de conhecer @Deka_Pimenta, @PhilRicelli e @cadusimoes.

Blog e Cinema

Blogs e cinema. Da esquerda para direita: @borbs, @ondei, Felipe Joffily, @chicofireman, @diegomaia e Marcus Baldini.

Após algumas poucas horas de sono e alguns momentos de risadas durante o dia, no final da tarde volto-me para a área de blogs novamente. Desta vez a fim de assistir ao debate intitulado “Blogs E Cinema”, mediado por @chicofireman e com a presença de meus queridos @ondei e @borbs, e ainda @diegomaia, Marcus Baldini e Felipe Joffily. Um ótimo debate, para mim, um dos integrantes do top10 dos conglomerados que participei no evento. Gostei bastante.

O Furo Jornalístico na Música.

Marcelo Negromonte, @nicolasvargas e Karen Kopitar.

Depois de uma rápida tietagem com @ondei e @borbs, um ainda mais rápido jantar e hora de finalizar as palestras da área de blogs com o debate “Furo Jornalístico Musical na Internet”, com mediação de @nicolasvargas (editor-chefe do @PortalMTV) e presença de Karen Kopitar (editora do Dominódromo) e Marcelo Negromonte (editor do UOL Música).

Para fechar o sexto dia do evento e último de palestras, corro para a área de Software Livre a fim de assistir à última palestra do evento, que começa quase uma hora atrasada graças aos acontecimentos do palco principal. Essa é a palestra de Rich Interface Application com Software Livre, voltada para a “plataforma” Qt e ministrada pelo grande Maurício Leal, aka @maltron. Confesso que é uma ótima plataforma, mas ainda sou muito mais JavaFx, tema de sua última palestra no JustJava 2009.

Finalizado realmente o sexto dia, a madrugada foi composta de longas conversas e a manhã do domingo, o tão temido sétimo dia, chegou com aquele sentimento de despedida em nossos corações. Logo lá pelas 6h da manhã, começo a ver as pessoas juntando suas malas e saindo pela última vez da Arena, passando pela última revista, e alguns até derramando a primeira lágrima (sim, vi lágrimas ameaçando cair de olhos sinceros a essa hora) após 7 dias de convívio com pessoas maravilhosas.

O fim.

O fim. Assim começou o último dia.

O evento acabou, voltamos para nossas casas e hoje, após três semanas, posso dar meu parecer sincero e (praticamente) imparcial sobre o evento, sem medo de errar por muito.

A Campus Party é um evento que nasceu da forma certa, com uma ótima idéia, mas que ainda é jovem e tem muito o que aprender. Alguns problemas referentes à infra-estrutura sonora e ao credenciamento e falta de organização na entrada são alguns dos mais citados. Porém, o evento é dotado de grande qualidade e o melhor, ótimas pessoas. Sim, o evento é feito por pessoas e para as pessoas, todos dando o melhor de si a fim de fazer um ótimo evento.

Por mais que as palestras e os painéis e os debates sejam importantes, acredito que a interação entre as pessoas é o mais destacado nesse evento. Gostei bastante do que vi e, apesar de algumas chateações, é praticamente certeza que estarei lá novamente no ano que vem.

Como você já bem sabe, as fotos completas (mais de 600!!) você confere por aqui.

Bom, por aqui me despeço e até 2011.
:D

Campus Party 2010 – Dias 3 e 4

Olá pessoas!

Após mais dois dias de Campus Party 2010, como prometido previamente, hora de contar minhas experiências nesse conglomerado de maluquices infinitas e conhecimentos mais diversos e estranhos.

Esses dois últimos dias representaram os dias de maior aprendizado, pelo menos para mim, em todo o evento. Assisti a várias palestras que muito me trouxeram, tanto em conhecimento, como em idéias para projetos futuros ou pseudo-projetos futuros. Entre eles, dispositivos de extreme feedback integrados ao Hudson, desenvolvimento de aplicações baseando-se apenas na OpenJDK, projetos para Cloud Computing de rápida e simples instalação, criação de um sistema gerenciador de conteúdo para algo como um portal, com manchetes e tudo mais, etc. Resumindo: é imensurável o que a mente consegue viajar baseado apenas em algumas explanações, falas ou até apresentações soltas aos ares abafados do Expo Imigrantes.

Debate sobre o papel dos fã e seus fã-clubes na divulgação do artista.

Debate sobre o papel dos fã e seus fã-clubes na divulgação do artista.

Na quarta-feira, terceiro dia de evento, estive presente em duas palestras que me cativaram muito. Uma sobre o famigerado OpenJDK com o Bruno Souza e a Fabiane Nardon, e outra sobre o Hudson e a integração contínua. Palestra que eu já havia visto no Just Java em 2009. Tais palestras me instigaram muito à buscar novos horizontes com o Hudson e integração contínua de tudo e testes unitários para todas as classes de uma aplicação.

Já na quinta-feira, o que me conquistou foi o Cloud Computing. Tanto na palestra conceitual sobre o Cloud Computing ministrada por Fábio Kung, desenvolvedor da Locaweb e especialista da mesma em Cloud, e também na palestra sobre o Windows Azure Plataform. Por mais que as duas tenham sido boas, eu esperava algo voltado para o desenvolvimento para a Cloud Computing.

Também na quinta-feira, depois das áreas especialistas, voltei para a área de criatividade. Acompanhei um painel sobre blogs e humor, algo menos engraçado do que eu imaginava. Passei também pela oficina de edição de vídeo com software livre, algo que me surpreendeu. Primeiro, por ser software livre. Segundo, porque o palestrante não era da área técnica e mesmo assim editando vídeos com software livre, em seu laptop com Ubuntu.

Raphael e sua ofician sobre reacTIVIsion.

Raphael e sua oficina sobre reacTIVIsion.

Entre uma palestra e outra, encontro coisas como essa. Apenas mais um dos cansados da #cparty que se renderam ao sono em plena 11h30 da manhã.

Após momentos de risada, volto-me par ao debate sobre o jornalismo proporcionado por fã-sites e o papel dos fãs na divulgação do trabalho do artista. Tal debate, ocorrido na área de música do evento, despertou várias opiniões, polêmicas e momentos de falta de respeito que foram combatidos com punho e rigidez por pessoas quais admiro, como Ana Freitas.

Durante a tarde, participei de uma oficina sobre o reacTIVIsion. Oficina qual me fez ter vontade de fazer a minha própria ou, quem sabe, comprar uma reactable. O palestrante, Raphael, mostrou como contruiu seu próprio equipamento e como poderíamos fazer também. Concluindo a oficina mandando um som muito bom.

E após um grande período de internet e tietagem (Não é Borbs? Hahaha!), finalizei o dia com uma palestra sobre como transformar sua paixão em um ótimo modelo de negócio. Palestra contando com palestrante gringo, o Ian, traduzido simultâneamente por Bruno Souza e um dos fundadores da 4Linux.

Bom, as fotos você confere aqui. Agora, mais 3 dias de evento e preparar para voltar para casa com ainda mais novas idéias.

:D

Campus Party 2010 – Dias 1 e 2

Olá pessoas e “pessôos”, campuseiros e campuseiras, inúteis e… Esqueça, “inútil” não tem flexão de gênero.

Desde o dia 25 de Janeiro deste ano, a Campus Party – um dos maiores eventos envolvendo tecnologia, sustentabilidade, conhecimento, informação e cultura do mundo – trouxe para o Centro de Exposições Imigrantes mais de 6000 pessoas, que encontram-se andando (ou não) com seus respectivos equipamentos para lá e para cá, a fim de tornar o conhecimento público e realmente importante para todos os presentes.

A organização, como nos outros anos, ficou por conta da Futura Networks e seus representantes brasileiros. Porém, não fazendo juz ao nome de sua empresa mãe e aos eventos por ela organizados. Tornando visível uma brutal diferença para com as duas primeiras edições do evento no Brasil. Em 2010, certa desorganização, ou um certo despreparo para tratar com uma gigantesca quantidade de pessoas, culminou em um começo de evento muitíssimo conturbado, complexo, e cheio de tensão.

Já se passaram dois dias do evento e é visível que as pessoas respiram informação e se alimentam de conteúdo. Desde o café da manhã até os banhos coletivos, o assunto é sempre um: tecnologia. Gerando base para a produção e lapidação de suas vertentes, ramificações, aplicações, funções e melhorias implementadas dia-a-dia, tornando nossas vidas cada vez mais fáceis, rápidas e dependentes de tais confortos.
Campus Party 2010

No primeiro dia, o credenciamento dos “campuseiros” (apelido pelo qual são chamados os participantes ativos do evento), bem como o credenciamento de seus presados e louvados equipamentos, tornaram a entrada no evento exageradamente lenta, gerando uma fila quilométrica do lado de fora do Centro de Exposições Imigrantes. Fila qual foi ameaçada por chuvas torrenciais e veraneias mas que resistiu a todos eses obstáculos bravamente.
Outro problema, pegar sua barraca. Como já anunciado anteriormente pela diretoria to evento, não haveria barracas gratuítas para todos os campuseiros, fazendo com que alguns devessem trazer consigo de casa sua própria barraca. Porém, os clássicos problemas de comunicação entre os membros da equipe de organização fez que fossemos alocados para um local que já estava alocado para outra caravana, do estado do Mato Grosso do Sul. Gerando um verdadeiro “overbooking” de barracas, que foi facilmente resolvido com a montagem de outras barracas em alguns os vários espaços ainda livres da área de camping.

Resolvidos os problemas, o compartilhamento de conhecimento (seja ele por trocas de palavras, troca de mp3, ou qualquer outro tipo de arquivo) começou, dando um real nome ao que ainda era classificado apenas como um bando de malucos munidos de seus computadores e baixando cada vez mais e mais arquivos.

No segundo dia, o pesar de ter passado praticamente todo o primeiro dia em frente ao computador, chegou até minha cabeça, fazendo com que eu acordasse mais animado e disposto, preparado para qualquer coisa que poderia acontecer a seguir. Tal impulso fez com que passasse o dia a assistir palestras, painéis e outras demonstrações, oficiais ou não, de todas as coisas imensuráveis que o ser humano é capaz de fazer.

Após a finalização do segundo dia, posso dizer com orgulho que o balanço é positivo. Consegui assistir à algumas movimentações que estavam presentes em minha agenda prévia, mas não todas. Assistindo ao painel de podcast, mediado por Jurandyr Filho, boss do RapaduraCast, aprendi que a monetização de seu conteúdo mal começou a trazer frutos e já passou a ser taxada de contraditória e principal causa dos problemas do enorme (e crescente) número de produções de tal nicho. Logo ao lago, iniciou-se o debate sobre a vida do videoclipe, na área de música produzida com apoio da MTV. O ciclo de vida e o poder do videoclipe foram amplamente discutidos, com grande participação do público e respostas rápidas e sem enrolação dos membros da mesa e de seu mediador. Tal debate, apesar de extremamente interessante, foi ofuscado apenas pela presença de Jovem Nerd, Azaghal e Eduardo Spohr na área ao lado, atraindo um público recordista e gerando um ruído ensurdecedor. Com o fim do debate sobre a vida videoclíptica, voltei-me para o estudo de caso de “A Batalha do Apocalipse” e confesso que não me interessei tanto quanto me divirto com o Nerdcast semanal.

Do ponto de vista pessoal, o segundo dia foi imensuravelmente melhor que o primeiro. Apresentando assuntos realmente interessantes e me fazendo desligar o computador durante as palestras, painéis e debates.

Espero que os próximos 5 dias continuem assim, muito bons.
Para ver as fotos do evento, clique aqui.

Justiça seja feita Sr. Flores…

Há pouco mais de um ano, cometi uma tremenda injustiça com esse post aqui. Sem pudor algum, elevei a alma de Franz Ferdinand simplesmente pisando nas cabeças do Sr. Flores e seus colegas, Os Matadores.

Mas, como sempre, o tempo há de mostrar o que realmente é bom e o que realmente perdurará. Na ocasião, exaltava o popular “Tonight: Franz Ferdinand” e juntava o “Day & Age” ao monte de lixo que coloco na lixeira todos os dias. Hoje vejo que era apenas uma questão de momento. O começo do ano me animou e por isso o rápido e dançante albúm do Franz me felicitou tanto.

Porém, esse não é o real motivo de eu ter destroçado Os Matadores. Pouco antes do lançamento de “Day & Age”, foi lançada uma compilação de b-sides e outras coisas do Killers, ainda seguindo a linha de “Hot Fuss” e “Sam’s Town”. Tal compilação, nomeada “Sawdust”, me fez crer que o terceiro disco de inéditas da banda manteria a linha que tornou a banda conhecida fora de Vegas.

Hoje, o disco habita a seleta lista de “albúns 5 estrelas” da minha library do iTunes e canções como “Spaceman” e “Joy Ride” tornaram-se presenças constantes em meu celular e PMP.

Para tentar me redimir, o que acham de um pouco de música?? “Muvuca Quente”, “Cidade do Sam”, “Serragem” e “Dia & Idade”.

:D

PS: Para quem não entendeu a piadinha do Sr. Flores, procure o nome do vocalista do The Killers e depois trate de cometer um suicídio antes que eu cometa um homicídio.

PS2: Não se assuste com os nomes em português. Além de eu achar que ficou muitíssimo cômico, também é um modo de a galera da DMCA não indexar meu conteúdo e tirar os links do ar. Fala sério, “Sawdust” era até um nome legal de disco, mas “Serragem” é osso. Hahahaha!