tecnologia
Rau-Tu: Hosts? Domínios? WordPress? WTF? (Parte I)
13/04/10
Ontem, movido pelo sentimento de dúvida, @oMarinno iniciou uma série de perguntas ao mundo digital sobre registro de domínios e hospedagem e servidores do o diaboàquatro. Diante de tal situação, @oMarinno então sugeriu-me um post nesse diário quase invisível sobre as perguntas (e respostas, é claro) de tal mundo, novo para alguns, como ele.
Portanto, abaixo, responderei algumas perguntas propostas por ele e darei algumas explicações sobre conceitos que estiverem embrenhados em tais respostas. Espero que seja esclarecedor à todos
O que é um servidor?
Servidores são máquinas que provém algum serviço online ou respondem por determinado protocolo. No caso de sites, páginas na web, serviços online e coisas ligadas à internet, os servidores são algumas vezes chamados de webservers ou apenas servidores web e respondem, principalmente ao protocolo HTTP. Podendo ter em si alguma linguagem de programação voltada para a web, como PHP, ColdFusion etc. Também utilizando outras ferramentas/linguagens auxiliares, como CSS, JavaScript etc.
Atualmente, tais servidores espalhados pela núvem são (quase sempre) virtuais, hospedados em gigantescos datacentes ao redor do mundo.
Como fazer o upload de algo nele?
Existem inúmeras maneiras de colocar conteúdo e arquivos em tais servidores. Hoje, protocolos como FTP e SSH (Através do SCP) são os mais utilizados. Tais protocolos podem ser utilizados através de ferramentas de upload como o FileZilla, WinSCP, Cyberduck.
Algumas empresas de hospedagem, além de suporte aos protocolos acima citados, também oferecem upload de arquivos através ferramentas próprias em páginas de controle de sua hospedagem, com é o caso do antigo (e já extinto) Yahoo! GeoCities.
Eu posso montar tudo no WordPress e então colocar o meu www (acho que @oMarinno quis dizer sobre seu domínio) pra entrar lá? como fazer isso?
Vamos esclarecer alguns pontos muito importantes sobre o WordPress e que ainda geram grandes dúvidas em alguns usuários. O WordPress hoje, conta com duas instâncias:
Número 1 (WordPress.org): plataforma de blogs (ou gerenciador de conteúdos) open-source, regido sob licença GPL, ou seja, completamente gratuíto e com o código totalmente aberto. Desenvolvido por Ryan Boren e Matthew Mullenweg, utilizando o PHP e o (pseudo) banco de dados MySQL, o quase rei dos bancos de dados das aplicações web. Apesar de mantido por seus desenvolvedores fundadores e outros agregados, um dos grandes suportes do WordPress hoje é o desenvolvimento pela comunidade (por aqui), graças à sua fácil, simples e direta customização.
Número 2 (WordPress.com): implementação da plataforma citada na instância número 1, que permanece na núvem e oferece hospedagem gratuita de blogs em seus servidores com opções de customização menores em relação à plataforma aberta gração à distribuição apenas de um serviço, e não de um servidor completo de hospedagem.
Determinadas tais instâncias, minha resposta é que é possível transportar tudo que foi feito em um blog no WordPress.com para uma implementação própria em uma hospedagem própria, relacionada à um domínio próprio.
Mas, além de todas essas oportunidades, o WordPress.com ainda oferece opção de customização de seu domínio (aquele citado por @oMarinno no enunciado da pergunta como o “www” dele) e algumas customizações de CSS sob um valor de, aproximadamente, US$ 15.
Se eu montar um site no DreamWeaver como upar isso?
O DreamWeaver, para os que não o conhecem, uma ferramenta WYSIWYG (sigla para “What You See Is What You Get“, em tradução literal “O que você vê, é o que você consegue“) para desenvolvimento de web que conta com um editor bom de código, ferramentas de FTP, análise, e componentes HTML prontos para serem apenas arrastados para a página, tornando o deesenvolvimento de sites fácil até para leigos.
Como todo editor de páginas web, o DreamWeaver gera arquivos comuns no mundo web, como .html, .htm, .php e outras extensões conhecidas na web. Tais arquivos podem ser colocados em seu servidor através de protocolos de transferência citados lá encima, como o FTP (já integrado nativamente ao DreamWeaver).
O DreamWeaver é uma ferramenta fechada, paga, desenvolvida pela (já extinta) Macromedia (também criadora do Flash) e que hoje foi incorporada/engolida/comprada pela Adobe (a gigante por trás do PDF).
Servidor pago: quanto precisa pra colocar textos algumas imagens e musicas?
Espaço disponível para armazenagem já foi um problema muito grande. Antigamente, planos acima de 200MB eram coisa raras. Hoje já é possível encontrar hosts sem limite de armazenagem, ou com limites acima da casa dos 5GB, o que é coisa pra caramba.
Porém, com os antigos 200MB, já era possível fazer muitas e muitas coisas. Um grande exemplo disso é este blog aqui. Atualmente ele utiliza 40% da capacidade de armazenamento, que é apenas 100MB (Cortesia, é claro!).
Hoje, como a web enriqueceu-se, além de espaço de armazenagem, são levados em consideração outros fatores, como limite mensal de tranferência, número de bancos de dados de um determinado tipo, armazenagem por banco.
Portanto, espaço de armazenamento não é tudo.
Essa é apenas a primeira parte desse tutorial/faq. A segunda parte virá logo, com mais respostas sobre registro de domínios, redirecionamento e o básico para a criação de um site/blog.
Até lá.
:D
Campus Party 2010 – Dias 5,6, 7 e o Fim!
23/02/10
Hey pessoas do meu Brasil varonil!
Finalizando minha série de posts sobre “o maior evento da internet brasileira”, a Campus Party. Porém, já faço tal post já do conforto bauruense, por mais atrasado que isso seja. AUHAUHA!
Bom, os últimos dois dias (dois e meio, na verdade) de Campus Party foram muitooo bons. Por mais que o sentimento de despedida já estivesse no ar, o conteúdo absorvido e as pessoas conhecidas foram comparáveis aos do resto do evento.
Tais dias foram os dias mais ecléticos em meus calendários de palestras, debates e painéis. Indo de blogs à desenvolvimento de Rich Interface Applications com software livre, passando por furos jornalísticos na música, cinema e até o famigerado conteúdo pornográfico na web. Todos tendo algo a acrescentar, como sempre.

Brincando com música. Da esquerda para direita: @borbs, @rafaellosso, Wilson Esteves e Tatá Aeroplano.
Começando o quinto dia de evento, além de deixar milhares de downloads sendo feitos, desloquei-me para a área de música do evento, a fim de assistir a um debate com o seguinte tema: “Fazer Música x Brincar com Música”. Tal debate contou com a ilustre presença de nosso amiguinho Thiago Borbolla (o popular @borbs), Rafael Losso (@rafaellosso), Tatá Aeroplano (front-man de projetos como Jumbo Elektro e Cérebro Eletrônico), Wilson Esteves (da banda “Os Gameboys”, formada em uma faculdade de música). Gostei muito desse debate, mostrando todas as vertentes do assunto. Tal ponto foi o que mais me chamou a atenção nesse debate. Partindo de quem não toca reais instrumentos, como o Borbs, até pessoas que estudaram música em nível superior, como Wilson Esteves. Acredito que todas as opiniões levantadas foram extremamente relevantes e fizeram com que todos os presentes conseguissem ter uma base de conhecimento e argumentos suficientes para definir seu ponto de vista e sua relação com o assunto. Com toda a certeza, e sem medo de errar, um dos melhores debates (dos quais participei) do evento, na minha opinião.

Programando o Futuro dos Blogs. Da direita para esquerda: @marcogomes, @jonnyken, @mlemos, @luisleao e @sikora.
Após tal debate, voltei-me para a área de blogs a fim de ver um belíssimo painel intitulado “Programando o Futuro dos Blog”, com a presença de Marco Gomes (Fundador e Diretor de Inovação da Boo-Box), Jonny Ken Itaya (Diretor de Tecnologia da Kingo Labs, criador do migre.me etc.), Luís Leão (Criador e Desenvolvedor do sms2blog), Manoel Lemos (Fundador do BlogBlogs e CTO da Abril Digital) e Rodolfo Sikora (Co-Fundador, idealizador e desenvolvedor do Gengibre). Um dos melhores debates do evento também, envolvendo debate sobre o futuro das mídias sociais no Brasil, os rumos, caminhos e a monetização do conteúdo no Brasil. Aprendi bastante nesse debate e consegui organizar algumas idéias e “buzzes” que voavam pela minha mente.
Sentando-me em um dos milhares de sofás brancos que estavam disponíveis em frente à área de blogs, mantive-me focado em meu trabalho, mas com um dos ouvidos no painel “Is The Internet For Porn?”. Uma baixaria engraçadíssima com a ilustre presença de Aline Gomes (a popular @lini), Rodolfo Castreanza (A mente por trás do OMEdI) e alguns outros participantes.
Mantendo-me ali, assisti à um ótimo (e morno) debate sobre a intertextualização do conteúdo. Com presenças ilustres, como Caze Pecini (Não, o sobrenome dele não é “Peçanha”) e @nicolasvargas (Editor-chefe do Portal MTV, um dos roteirista do VMB etc.) que finalizaram meu quinto dia de evento com chave de ouro.
Após uma longa noite de “pseudo-lual-transcendente-whatever” (o qual você confesso no vídeo abaixo), muita música e muito download, pela manhã tive o prazer de conhecer @Deka_Pimenta, @PhilRicelli e @cadusimoes.

Blogs e cinema. Da esquerda para direita: @borbs, @ondei, Felipe Joffily, @chicofireman, @diegomaia e Marcus Baldini.
Após algumas poucas horas de sono e alguns momentos de risadas durante o dia, no final da tarde volto-me para a área de blogs novamente. Desta vez a fim de assistir ao debate intitulado “Blogs E Cinema”, mediado por @chicofireman e com a presença de meus queridos @ondei e @borbs, e ainda @diegomaia, Marcus Baldini e Felipe Joffily. Um ótimo debate, para mim, um dos integrantes do top10 dos conglomerados que participei no evento. Gostei bastante.
Depois de uma rápida tietagem com @ondei e @borbs, um ainda mais rápido jantar e hora de finalizar as palestras da área de blogs com o debate “Furo Jornalístico Musical na Internet”, com mediação de @nicolasvargas (editor-chefe do @PortalMTV) e presença de Karen Kopitar (editora do Dominódromo) e Marcelo Negromonte (editor do UOL Música).
Para fechar o sexto dia do evento e último de palestras, corro para a área de Software Livre a fim de assistir à última palestra do evento, que começa quase uma hora atrasada graças aos acontecimentos do palco principal. Essa é a palestra de Rich Interface Application com Software Livre, voltada para a “plataforma” Qt e ministrada pelo grande Maurício Leal, aka @maltron. Confesso que é uma ótima plataforma, mas ainda sou muito mais JavaFx, tema de sua última palestra no JustJava 2009.
Finalizado realmente o sexto dia, a madrugada foi composta de longas conversas e a manhã do domingo, o tão temido sétimo dia, chegou com aquele sentimento de despedida em nossos corações. Logo lá pelas 6h da manhã, começo a ver as pessoas juntando suas malas e saindo pela última vez da Arena, passando pela última revista, e alguns até derramando a primeira lágrima (sim, vi lágrimas ameaçando cair de olhos sinceros a essa hora) após 7 dias de convívio com pessoas maravilhosas.
O evento acabou, voltamos para nossas casas e hoje, após três semanas, posso dar meu parecer sincero e (praticamente) imparcial sobre o evento, sem medo de errar por muito.
A Campus Party é um evento que nasceu da forma certa, com uma ótima idéia, mas que ainda é jovem e tem muito o que aprender. Alguns problemas referentes à infra-estrutura sonora e ao credenciamento e falta de organização na entrada são alguns dos mais citados. Porém, o evento é dotado de grande qualidade e o melhor, ótimas pessoas. Sim, o evento é feito por pessoas e para as pessoas, todos dando o melhor de si a fim de fazer um ótimo evento.
Por mais que as palestras e os painéis e os debates sejam importantes, acredito que a interação entre as pessoas é o mais destacado nesse evento. Gostei bastante do que vi e, apesar de algumas chateações, é praticamente certeza que estarei lá novamente no ano que vem.
Como você já bem sabe, as fotos completas (mais de 600!!) você confere por aqui.
Bom, por aqui me despeço e até 2011.
:D
Campus Party 2010 – Dias 3 e 4
29/01/10
Olá pessoas!
Após mais dois dias de Campus Party 2010, como prometido previamente, hora de contar minhas experiências nesse conglomerado de maluquices infinitas e conhecimentos mais diversos e estranhos.
Esses dois últimos dias representaram os dias de maior aprendizado, pelo menos para mim, em todo o evento. Assisti a várias palestras que muito me trouxeram, tanto em conhecimento, como em idéias para projetos futuros ou pseudo-projetos futuros. Entre eles, dispositivos de extreme feedback integrados ao Hudson, desenvolvimento de aplicações baseando-se apenas na OpenJDK, projetos para Cloud Computing de rápida e simples instalação, criação de um sistema gerenciador de conteúdo para algo como um portal, com manchetes e tudo mais, etc. Resumindo: é imensurável o que a mente consegue viajar baseado apenas em algumas explanações, falas ou até apresentações soltas aos ares abafados do Expo Imigrantes.
Na quarta-feira, terceiro dia de evento, estive presente em duas palestras que me cativaram muito. Uma sobre o famigerado OpenJDK com o Bruno Souza e a Fabiane Nardon, e outra sobre o Hudson e a integração contínua. Palestra que eu já havia visto no Just Java em 2009. Tais palestras me instigaram muito à buscar novos horizontes com o Hudson e integração contínua de tudo e testes unitários para todas as classes de uma aplicação.
Já na quinta-feira, o que me conquistou foi o Cloud Computing. Tanto na palestra conceitual sobre o Cloud Computing ministrada por Fábio Kung, desenvolvedor da Locaweb e especialista da mesma em Cloud, e também na palestra sobre o Windows Azure Plataform. Por mais que as duas tenham sido boas, eu esperava algo voltado para o desenvolvimento para a Cloud Computing.
Também na quinta-feira, depois das áreas especialistas, voltei para a área de criatividade. Acompanhei um painel sobre blogs e humor, algo menos engraçado do que eu imaginava. Passei também pela oficina de edição de vídeo com software livre, algo que me surpreendeu. Primeiro, por ser software livre. Segundo, porque o palestrante não era da área técnica e mesmo assim editando vídeos com software livre, em seu laptop com Ubuntu.
Entre uma palestra e outra, encontro coisas como essa. Apenas mais um dos cansados da #cparty que se renderam ao sono em plena 11h30 da manhã.
Após momentos de risada, volto-me par ao debate sobre o jornalismo proporcionado por fã-sites e o papel dos fãs na divulgação do trabalho do artista. Tal debate, ocorrido na área de música do evento, despertou várias opiniões, polêmicas e momentos de falta de respeito que foram combatidos com punho e rigidez por pessoas quais admiro, como Ana Freitas.
Durante a tarde, participei de uma oficina sobre o reacTIVIsion. Oficina qual me fez ter vontade de fazer a minha própria ou, quem sabe, comprar uma reactable. O palestrante, Raphael, mostrou como contruiu seu próprio equipamento e como poderíamos fazer também. Concluindo a oficina mandando um som muito bom.
E após um grande período de internet e tietagem (Não é Borbs? Hahaha!), finalizei o dia com uma palestra sobre como transformar sua paixão em um ótimo modelo de negócio. Palestra contando com palestrante gringo, o Ian, traduzido simultâneamente por Bruno Souza e um dos fundadores da 4Linux.
Bom, as fotos você confere aqui. Agora, mais 3 dias de evento e preparar para voltar para casa com ainda mais novas idéias.
:D
Campus Party 2010 – Dias 1 e 2
27/01/10
Olá pessoas e “pessôos”, campuseiros e campuseiras, inúteis e… Esqueça, “inútil” não tem flexão de gênero.
Desde o dia 25 de Janeiro deste ano, a Campus Party – um dos maiores eventos envolvendo tecnologia, sustentabilidade, conhecimento, informação e cultura do mundo – trouxe para o Centro de Exposições Imigrantes mais de 6000 pessoas, que encontram-se andando (ou não) com seus respectivos equipamentos para lá e para cá, a fim de tornar o conhecimento público e realmente importante para todos os presentes.
A organização, como nos outros anos, ficou por conta da Futura Networks e seus representantes brasileiros. Porém, não fazendo juz ao nome de sua empresa mãe e aos eventos por ela organizados. Tornando visível uma brutal diferença para com as duas primeiras edições do evento no Brasil. Em 2010, certa desorganização, ou um certo despreparo para tratar com uma gigantesca quantidade de pessoas, culminou em um começo de evento muitíssimo conturbado, complexo, e cheio de tensão.
Já se passaram dois dias do evento e é visível que as pessoas respiram informação e se alimentam de conteúdo. Desde o café da manhã até os banhos coletivos, o assunto é sempre um: tecnologia. Gerando base para a produção e lapidação de suas vertentes, ramificações, aplicações, funções e melhorias implementadas dia-a-dia, tornando nossas vidas cada vez mais fáceis, rápidas e dependentes de tais confortos.

No primeiro dia, o credenciamento dos “campuseiros” (apelido pelo qual são chamados os participantes ativos do evento), bem como o credenciamento de seus presados e louvados equipamentos, tornaram a entrada no evento exageradamente lenta, gerando uma fila quilométrica do lado de fora do Centro de Exposições Imigrantes. Fila qual foi ameaçada por chuvas torrenciais e veraneias mas que resistiu a todos eses obstáculos bravamente.
Outro problema, pegar sua barraca. Como já anunciado anteriormente pela diretoria to evento, não haveria barracas gratuítas para todos os campuseiros, fazendo com que alguns devessem trazer consigo de casa sua própria barraca. Porém, os clássicos problemas de comunicação entre os membros da equipe de organização fez que fossemos alocados para um local que já estava alocado para outra caravana, do estado do Mato Grosso do Sul. Gerando um verdadeiro “overbooking” de barracas, que foi facilmente resolvido com a montagem de outras barracas em alguns os vários espaços ainda livres da área de camping.
Resolvidos os problemas, o compartilhamento de conhecimento (seja ele por trocas de palavras, troca de mp3, ou qualquer outro tipo de arquivo) começou, dando um real nome ao que ainda era classificado apenas como um bando de malucos munidos de seus computadores e baixando cada vez mais e mais arquivos.
No segundo dia, o pesar de ter passado praticamente todo o primeiro dia em frente ao computador, chegou até minha cabeça, fazendo com que eu acordasse mais animado e disposto, preparado para qualquer coisa que poderia acontecer a seguir. Tal impulso fez com que passasse o dia a assistir palestras, painéis e outras demonstrações, oficiais ou não, de todas as coisas imensuráveis que o ser humano é capaz de fazer.
Após a finalização do segundo dia, posso dizer com orgulho que o balanço é positivo. Consegui assistir à algumas movimentações que estavam presentes em minha agenda prévia, mas não todas. Assistindo ao painel de podcast, mediado por Jurandyr Filho, boss do RapaduraCast, aprendi que a monetização de seu conteúdo mal começou a trazer frutos e já passou a ser taxada de contraditória e principal causa dos problemas do enorme (e crescente) número de produções de tal nicho. Logo ao lago, iniciou-se o debate sobre a vida do videoclipe, na área de música produzida com apoio da MTV. O ciclo de vida e o poder do videoclipe foram amplamente discutidos, com grande participação do público e respostas rápidas e sem enrolação dos membros da mesa e de seu mediador. Tal debate, apesar de extremamente interessante, foi ofuscado apenas pela presença de Jovem Nerd, Azaghal e Eduardo Spohr na área ao lado, atraindo um público recordista e gerando um ruído ensurdecedor. Com o fim do debate sobre a vida videoclíptica, voltei-me para o estudo de caso de “A Batalha do Apocalipse” e confesso que não me interessei tanto quanto me divirto com o Nerdcast semanal.
Do ponto de vista pessoal, o segundo dia foi imensuravelmente melhor que o primeiro. Apresentando assuntos realmente interessantes e me fazendo desligar o computador durante as palestras, painéis e debates.
Espero que os próximos 5 dias continuem assim, muito bons.
Para ver as fotos do evento, clique aqui.
Os melhores albúns do ano (para mim)
27/12/09
Pessoas, antes de começar a enumeração dos melhores albúns do ano para mim, gostaria de dizer que não existe ordem de importância. Todos foram muitoo bons e marcantes esse ano. Não coloco-os todos em uma linha apenas porque isso não é possível aqui. Se fosse, tenham certeza que eu o faria.
(Links nas imagens.)
O primeiro banho a gente nunca esquece
05/12/09
Bom pessoas, há alguns poucos meses, realizei um dos grandes sonhos de minha vida: ter um Mac.
Todos sabem que a Apple sempre caprichou, como ninguém, em seus produtos e com os MacBooks não foi diferente. Desde que adiquiri meu MacBook White de 13″, há (quase) dois meses, venho me maravilhando cada vez mais com tal aparelho. Porém, como todos sabem, nem tudo são flores, uma das minhas maiores preocupações, mesmo anter de comprar-lo, foi (e ainda é) ver ele ficar “marronzinho” sujo, e isso se tornou realidade. Com o tempo ele foi ficando um pouco sujo e empoeirado, por mais cuidadoso que fosse. Até que, em um dia há algumas semanas, chorei minhas magoas no twitter (novamente ele para me salvar) e o santo @GSGrava apareceu com a solução. Uma Esponja Mágica (Compre aqui, ou não. Eu comprei.), da popular Scotch Brite, que prometia tirar toda a sujeira, e realmente o fez.
Realizei a limpeza do dito e fiquei incrivelmente feliz com o resultado.
Abaixo você confere um mini-review/tutorial/manual de como ela funciona e o que fazer para “dar um banho” limpar seu MacBook, contendo um vídeo de algumas fotos.
Confira todas as fotos aqui.
Agora veja o vídeo feito por mim, editado por mim e chore por deixarem pessoas como eu tentar fazer algo que preste no âmbito meio cinematográfico!!
Limpando o MacBook – Esponja Mágica – Scotch Brite from Eduardo Quagliato on Vimeo.
U2 Webcast @ YouTube
27/10/09
Na noite de Domingo (madrugada de segunda-feira aqui no Brasil), o YouTube transmitiu ao vivo, por streaming, um dos maiores shows que eu já puder assistir em toda a minha vida: U2 360º.
O show foi realizado em Los Angeles, no Rose Bowl (um dos maiores estádios dos EUA), e contou com uma mega estrutura que deixou todos de queixo caído. Faziam parte da estrutura imensos telões compostos de painéis de LED suspensos acima do palco que girava durante a apresentação toda, levando os integrantes do U2 aos olhos de todos os espectadores. Uma estrutura digna para uma das melhores bandas de todos os tempos.
A apresentação foi transmitida ao mundo todo pelo popular filho do Google, o YouTube, no canal oficial do U2 no site. Que coordenou com maestria os recursos, levando as imagens à todos os cantos do mundo e à todas as velocidades de conexão possíveis, permitindo às pessoas que possuíam uma conexão de 100bkps de assistir ao show com sincronismo (quase) britânico.
Espero que tal evento ocorra mais vezes e com muitos outros artistas. Parabéns à todos os envolvidos em tal ação.
Aqui você confere mais fotos do show.
:D
JustJava 2009
21/09/09
Olá navegantes!
Nesta última semana, participei do principal evento da comunidade Java brasileira, o JustJava. O evento aconteceu no Senac Santo Amaro presente na famigerada capital paulista, bem próxima à lenta Marginal Pinheiros. A organização fica por conta da organização Sou Java, que atualmente é encabeçada por Bruno Souza (o famoso “JavaMan”), Fabio Velloso e Yara Senger (a mestre em JSF).
Antes de falar sobre os tópicos do evento, tenho que confessar que a estrutura proporcionada pelo Senac Santo Amaro é maravilhosamente nova, limpa, útil, moderna e muito conservada. O campus conta Wi-Fi em toda a sua extensão bem como ar condicionado e ótimos auditórios no seu centro de convernções. Tal estrutura ainda conta com três restaurantes e dois cafés, um deles sendo uma Casa do Pão de Queijo.
Bom, voltando-me para o evento, essa foi sua 8ª edição e minha primeira participação. Sempre ocorriam três palestras simultâneas e uma sala para discussão ou para um congressista palestrar sobre um assunto que ele conheça ou queira conhecer. Houveram palestras internacionais e de grandes nomes do Java nacional, cabeças de grandes empresas do país, particulares ou até prestadoras de serviço para o governo.
Aprendi durante o evento que o “Mundo Java” é uma coisa maior do que eu imaginava, sem contar nas inúmeras vertentes que esse “mundo” tem. As visões estão voltadas tanto para o mundo acadêmico, quanto para o mundo coorporativo e os desenvolvedores individuais que sempre inovam bastate. Tanto web quanto desktop, a certeza que tenho é que o Java só tende a evoluir ainda mais, presente em quase todos os nichos de mercado hoje em dia.
Após o evento, concluí que tenho muito a aprender que esse será o meu foco esse, começando por JavaFx. Tenho estudado tal exaustivamente desenvolvendo minha primeira aplicação, que quando ficar pronta será liberada aqui.
Para quem se interessou, veja algumas fotos do evento aqui.
:D
Vivendo o passado e registrando o presente
03/09/09
Cada vez mais procuramos modos mais realistas de guardar para todo o sempre o que sentimos em um determinado momento, o que vemos em um determinado instante, o que acontece em um segundo que se passou.
Graças à tal eterna busca, os seres humanos estão evoluindo, mais e mais, a capacidade de armazenamento de tudo aquilo que antes era apenas guardado em nossos microscópicos e energéticos neurônios. Resumindo, tudo que ainda havia de humano em nós, logo se tornará propriedade de uma determiada patente mundial, à qual teremos que pagar para podermos utiliza-la. Hahahaha! Pessimista? Quem sabe? Acredito que nunca chegamos tão perto de uma ameaça tão real à humanidade como entidade, não como sociedade. Cada vez menos precisamos de seres humanos, seja em nossos trabalhos, em nossas casas ou até em nossos próprios sentimentos.
Porém, isso tudo trouxe-nos a capacidade, incrivelmente útil, de podermos gravar segundos, minutos, ou qualquer tempo que quisermos, em nossos pendrivres, cartões de memória ou em outras mídias do mundo moderno. Tornando-nos assim, presentes nesse plano mundano para quase toda a eternidade.
Sem mais delongas, concluo que a capacidade de guardar nossas vidas em memórias binárias nunca foi tão barata, acessível, fácil e rápida. E que, além de tudo, isso tende a aumentar muito mais, tornando-nos eternamente presentes aqui. (Compre uma câmera digital e seja feliz)
:D
PS: Bom, para os que perceberam, o blog mudou um pouquinho. O espaçamento entre as linhas da postagem ficou menor, a data aumentou de tamanho e o título da postagem mudou de cor. Gostaria de ter um feedback de vocês sobre a melhora, ou a piora, na facilidade e capacidade de leitura da página. Agradeço desde já a ajuda de todos.
Século XXI, a era da… Produção de conteúdo
02/08/09
Ontem, durante o primeiro dia do longo mês de Agosto, participei da gravação de um novo podcast, de um novo piloto de um programa de um blog de música que participo da produção.
Estávamos nós, seguindo a pauta de notícias e conversando sobre os assuntos mais pertinentes, comentando, rindo, produzindo opiniões, produzindo sentimento, perdendo visitas (quem sabe?). E sabe qual é o maior barato disso tudo? Nenhum dos 4 participantes é formado em Jornalismo, Letras ou algo que imponente como isso. Nenhum dos participantes, se quer é formado em alguma coisa e nenhum deles possui mais de 19 anos. Pensando nisso, às vezes me pergunto de onde vem tal experiência mundana tão capaz de nos proporcionar opiniões tão sólidas no mundo da falsidade malemolente.
Depois de remoer muito isso dentro de mim, com mais e mais perguntas, cheguei à conclusão que na era em que vivemos, no momento em que vivemos, nada nisso importa. Não é uma graduação que te dará conhecimento, não é um curso que lhe o domínio de determinado assunto, não é tempo de vida que lhe trará experiência e muito menos a nossa idade que definirá os nossos horizontes.
Estamos no XXI e tudo é mais fácil e difícil ao mesmo. Vivemos na era da informação (por mais clichê que possa parecer) e a cada milissegundo, ficamos mais e mais inchados de informação (seja ela útil ou não) e não queremos mais parar, sendo bombardeados com músicas, notícias, filmes, videos, textos e tudo mais que o mundo pode nos oferecer. Querendo ou não, isso nos proporciona um vasto armazém ficcional de idéias, uma infinita e vã imensidade de argumentos dispostos em nossa mente como roupas dispostas em um guarda-roupas.
Agora, tudo depende apenas de cada um. A informação, os dados e o conhecimento estão todos aí, disponíveis à distância de poucos cliques, basta-nos filtrar o que nos deve ser sabido e partir para a assimilação. Seguido disso, o processamento e a possível produção de algo útil com essa batelada de informação.
Sim, estamos na era da produção de conteúdo, e o melhor disso é que qualquer um pode estar lá para participar dessa pseudo-revolução sem precisar de mais nada. “Uma idéia na cabeça e algo na mão” nunca foi tão expressante. PRODUZA!
































