"Um Olhar Do Paraíso", um caminho para o Inferno

Ontem, ao cair da tarde dominical, pensei eu em ir ao cinema. Há tempos não visitava tal lugar, e isso já começava a doer em meu peito. Munido de muita vontade e tolerância, aponto meu navegador para o querido Pipoca Atômica, a fim de descobrir o que de bom meu olhos poderiam ver. Rapidamente vi que não era uma das escolhas mais fáceis do mês. Mas não por excesso de bons filmes, e sim pela falta. Nenhum dos filmes em cartaz me chamou tanto a atenção, a não ser pelo juvenil “Percy Jackson e o Ladrão de Raios”. Porém, tal película está sendo exposta apenas em versão dublada aqui na “cidade sanduíche”. E filme dublado no cinema? Não, muitíssimo obrigado. Não me sujeitaria a tal. Portanto, minha última escolha foi o filme cujo trailer até me agradou, ainda mais pelos olhos azuis de sua protagonista, a pequenina Saoirse Ronan, e nomes como Mark Wahlberg, Rachel Weisz, Susan Sarandon e o decepcionante Peter Jackson. Era “Um Olhar do Paraíso”, adaptação do livro “The Lovely Bones” que veio ao Brasil com o título de “Uma Vida Interrompida”, da escritora inglesa Alice Sebold.

Antes de sair de casa, os sinais dos céus começaram a aparecer. Olho minha timeline no Twitter e me deparo com o seguinte twit da querida @samantha0588:

Eu deveria ter acreditado.

Eu deveria ter respeitado meus instintos.

Após uma breve conversa com tal garota, minha vontade dissolveu-se abruptamente. Mas, inspirado pela oportunidade de um breve confronte de ideias e opiniões, preparei-me e fui ao combate. Ao chegar, uma grande fila esperava-me. Outro sinal que foi ignorado. Realizei a compra do ingresso pelo celular e consegui sair de tal fila. Recarreguei minhas munições com pipoca e uma ultra-gelada Coca-Cola, pronto para curtir uma boa sessão de cinema.

Ao sentar em minha poltrona, os trailers se iniciam. Um dos curtíssimos trechos exibidos é de “Ilha do Medo”, nova parceria entre Scorcese e Di Caprio. Ao meu lado, ouço um comentário: “… Ahh, é aquele que dirigiu aquele Os Infiltrados. Aquela merda lá!”. Confesso que a vontade de gritar foi grande, mas me contive. Há alguns meses, eu teria levantado e saído do cinema. Porém, ignorei novamente outro sinal dos céus e continuei na sessão.

O filme começa, gosto do que vejo. Cenas bem feitas, quadros que fogem ao padrão Hollywoodiano, atmosfera setentista que sempre me agrada, carisma da pequena Susie Salmon (Salmon, como o peixe) e algumas boas atuações. Começo a gostar do filme, achar que o que havia ouvido era apenas mais um comum desacordo de opiniões. A história começa a ganhar forma, começa a moldar-se como um filme que me fará grudar na poltrona e sentir junto com tal filme. Percebo atônitos detalhes e continuo, crescentemente, gostando ainda mais.

De repente, como um balde de água fria que interrompe um sonho bom, a notável Susie é assassinada. Tal ato inicia meu sofrimento, com cenas clichês, desgastantes e efeitos dignos de um Hans Donner do agreste. Uma mistura de Cold Case com Além da Imaginação e um pouco de Barney também. Um típica viagem de Ácido Lisérgico, que facilmente se encaixaria como videoclipe de uma das faixas de Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, o viajado e colorido disco dos Besouros de Liverpool. Confesso que algumas cenas agradaram sensivelmente meus olhos porém, mal inseridas no contexto. Um filme que alterna entre momentos de extrema tensão e momentos, possivelmente, retirados de “O Pequeno Príncipe”, com filosofia barata e psicologia digna de fundo de copos americanos em balcões de botecos espalhados pelas mais baixas vizinhaças das mais sujas cidades que o ser humano pôde conhecer.

Quando achei que apenas tais momentos fariam meu gosto pelo filme definhar como um salto de bungee jump originado no topo do Everest, começa uma sessão de fatos que levam o filme mais e mais fundo. Misturando coisas humanamente impossíveis, com conceitos do Espiritismo utilizados sem qualquer pudor ou honra e ainda um desvio no roteiro que fez-me tirar meu celular do bolso para ver resultados das inúteis e desinteressantes Olimpíadas de Inverno. Passados tais momentos de extremo desânimo, volte-me para o filme a fim de tentar encontrar algo que me agradasse. Mas foi impossível.

Caso nos fosse permitido retirar do corte final os momentos “beatlemaníacos” e um pouco do brilhante sol do filme, seria uma perfeita versão de “Max Payne” setentista. Ou, caso adicionássemos uma detetive loira, de olhos claros e nome Lily Rush, pudéssemos exibi-lo em um dos prime-time do Warner Channel como um dos episódios de Cold Case.

Como disse ontem, ao sair do cinema: espero que Peter Jackson amargue todo o LSD que ele consumiu para dirigir tal obra.

Bom, por mais longa, detalhada, inútil e depressiva que minha opinião tenha sido, é o que senti durante o período em que tal história habitou minha mente.

Vejo-os em breve. :D

P.S.: Algumas atuações realmente me surpreenderam, a começar por Stanley Tucci, que incorporou um psicopata fazendo-me esquecer que tal ator já foi obrigado a ceder um imigrante com seus “remédios para bode” graças às peripécias de T. Hanks. Também seguido por Mark Wahlberg que sempre me surpreende, a já clássica Susan Sarandon e a (indicada ao “Troféu David Caruso” de atores como apenas uma expressão) belíssima Rachel Weizs.

Campus Party 2010 – Dias 5,6, 7 e o Fim!

Hey pessoas do meu Brasil varonil!

Finalizando minha série de posts sobre “o maior evento da internet brasileira”, a Campus Party. Porém, já faço tal post já do conforto bauruense, por mais atrasado que isso seja. AUHAUHA!

Bom, os últimos dois dias (dois e meio, na verdade) de Campus Party foram muitooo bons. Por mais que o sentimento de despedida já estivesse no ar, o conteúdo absorvido e as pessoas conhecidas foram comparáveis aos do resto do evento.

Tais dias foram os dias mais ecléticos em meus calendários de palestras, debates e painéis. Indo de blogs à desenvolvimento de Rich Interface Applications com software livre, passando por furos jornalísticos na música, cinema e até o famigerado conteúdo pornográfico na web. Todos tendo algo a acrescentar, como sempre.

Brincando com música. Da esquerda para direita: @borbs, @rafaellosso, Wilson Esteves e Tatá Aeroplano.

Começando o quinto dia de evento, além de deixar milhares de downloads sendo feitos, desloquei-me para a área de música do evento, a fim de assistir a um debate com o seguinte tema: “Fazer Música x Brincar com Música”. Tal debate contou com a ilustre presença de nosso amiguinho Thiago Borbolla (o popular @borbs), Rafael Losso (@rafaellosso), Tatá Aeroplano (front-man de projetos como Jumbo Elektro e Cérebro Eletrônico), Wilson Esteves (da banda “Os Gameboys”, formada em uma faculdade de música). Gostei muito desse debate, mostrando todas as vertentes do assunto. Tal ponto foi o que mais me chamou a atenção nesse debate. Partindo de quem não toca reais instrumentos, como o Borbs, até pessoas que estudaram música em nível superior, como Wilson Esteves. Acredito que todas as opiniões levantadas foram extremamente relevantes e fizeram com que todos os presentes conseguissem ter uma base de conhecimento e argumentos suficientes para definir seu ponto de vista e sua relação com o assunto. Com toda a certeza, e sem medo de errar, um dos melhores debates (dos quais participei) do evento, na minha opinião.

Programando o Futuro dos Blogs. Da direita para esquerda: @marcogomes, @jonnyken, @mlemos, @luisleao e @sikora.

Após tal debate, voltei-me para a área de blogs a fim de ver um belíssimo painel intitulado “Programando o Futuro dos Blog”, com a presença de Marco Gomes (Fundador e Diretor de Inovação da Boo-Box), Jonny Ken Itaya (Diretor de Tecnologia da Kingo Labs, criador do migre.me etc.), Luís Leão (Criador e Desenvolvedor do sms2blog), Manoel Lemos (Fundador do BlogBlogs e CTO da Abril Digital) e Rodolfo Sikora (Co-Fundador, idealizador e desenvolvedor do Gengibre). Um dos melhores debates do evento também, envolvendo debate sobre o futuro das mídias sociais no Brasil, os rumos, caminhos e a monetização do conteúdo no Brasil. Aprendi bastante nesse debate e consegui organizar algumas idéias e “buzzes” que voavam pela minha mente.

Sentando-me em um dos milhares de sofás brancos que estavam disponíveis em frente à área de blogs, mantive-me focado em meu trabalho, mas com um dos ouvidos no painel “Is The Internet For Porn?”. Uma baixaria engraçadíssima com a ilustre presença de Aline Gomes (a popular @lini), Rodolfo Castreanza (A mente por trás do OMEdI) e alguns outros participantes.

Is The Internet For Porn?

Na extrema esquerda (esqueçam o gordinho de cinza) @lini, e na extrema esquerda @castreanza.

Intertextualição do conteúdo.

Intertextualização do conteúdo. Na extrema esquerda @nicolasvargas, e no centro (careca, é claro) Cazé Pecini.

Mantendo-me ali, assisti à um ótimo (e morno) debate sobre a intertextualização do conteúdo. Com presenças ilustres, como Caze Pecini (Não, o sobrenome dele não é “Peçanha”) e @nicolasvargas (Editor-chefe do Portal MTV, um dos roteirista do VMB etc.) que finalizaram meu quinto dia de evento com chave de ouro.

Após uma longa noite de “pseudo-lual-transcendente-whatever” (o qual você confesso no vídeo abaixo), muita música e muito download, pela manhã tive o prazer de conhecer @Deka_Pimenta, @PhilRicelli e @cadusimoes.

Blog e Cinema

Blogs e cinema. Da esquerda para direita: @borbs, @ondei, Felipe Joffily, @chicofireman, @diegomaia e Marcus Baldini.

Após algumas poucas horas de sono e alguns momentos de risadas durante o dia, no final da tarde volto-me para a área de blogs novamente. Desta vez a fim de assistir ao debate intitulado “Blogs E Cinema”, mediado por @chicofireman e com a presença de meus queridos @ondei e @borbs, e ainda @diegomaia, Marcus Baldini e Felipe Joffily. Um ótimo debate, para mim, um dos integrantes do top10 dos conglomerados que participei no evento. Gostei bastante.

O Furo Jornalístico na Música.

Marcelo Negromonte, @nicolasvargas e Karen Kopitar.

Depois de uma rápida tietagem com @ondei e @borbs, um ainda mais rápido jantar e hora de finalizar as palestras da área de blogs com o debate “Furo Jornalístico Musical na Internet”, com mediação de @nicolasvargas (editor-chefe do @PortalMTV) e presença de Karen Kopitar (editora do Dominódromo) e Marcelo Negromonte (editor do UOL Música).

Para fechar o sexto dia do evento e último de palestras, corro para a área de Software Livre a fim de assistir à última palestra do evento, que começa quase uma hora atrasada graças aos acontecimentos do palco principal. Essa é a palestra de Rich Interface Application com Software Livre, voltada para a “plataforma” Qt e ministrada pelo grande Maurício Leal, aka @maltron. Confesso que é uma ótima plataforma, mas ainda sou muito mais JavaFx, tema de sua última palestra no JustJava 2009.

Finalizado realmente o sexto dia, a madrugada foi composta de longas conversas e a manhã do domingo, o tão temido sétimo dia, chegou com aquele sentimento de despedida em nossos corações. Logo lá pelas 6h da manhã, começo a ver as pessoas juntando suas malas e saindo pela última vez da Arena, passando pela última revista, e alguns até derramando a primeira lágrima (sim, vi lágrimas ameaçando cair de olhos sinceros a essa hora) após 7 dias de convívio com pessoas maravilhosas.

O fim.

O fim. Assim começou o último dia.

O evento acabou, voltamos para nossas casas e hoje, após três semanas, posso dar meu parecer sincero e (praticamente) imparcial sobre o evento, sem medo de errar por muito.

A Campus Party é um evento que nasceu da forma certa, com uma ótima idéia, mas que ainda é jovem e tem muito o que aprender. Alguns problemas referentes à infra-estrutura sonora e ao credenciamento e falta de organização na entrada são alguns dos mais citados. Porém, o evento é dotado de grande qualidade e o melhor, ótimas pessoas. Sim, o evento é feito por pessoas e para as pessoas, todos dando o melhor de si a fim de fazer um ótimo evento.

Por mais que as palestras e os painéis e os debates sejam importantes, acredito que a interação entre as pessoas é o mais destacado nesse evento. Gostei bastante do que vi e, apesar de algumas chateações, é praticamente certeza que estarei lá novamente no ano que vem.

Como você já bem sabe, as fotos completas (mais de 600!!) você confere por aqui.

Bom, por aqui me despeço e até 2011.
:D

Os melhores albúns do ano (para mim)

Pessoas, antes de começar a enumeração dos melhores albúns do ano para mim, gostaria de dizer que não existe ordem de importância. Todos foram muitoo bons e marcantes esse ano. Não coloco-os todos em uma linha apenas porque isso não é possível aqui. Se fosse, tenham certeza que eu o faria.
(Links nas imagens.)

Wolfmother
“Cosmic Egg”
Wolfmother - Cosmic Egg

Cosmic Egg é um dos mais belos discos de Hard Rock dos últimos anos, na minha opinião. Desde o primeiro disco, auto-intitulado, o Wolfmother vem fazendo um som agressivo, elaborado e pesado, muito pesado em comparação com as tendências atuais da música.

A banda australiana composta por apenas três integrantes mostra que veio para ficar, e com dois discos lançados, mostra que o hard rock não morreu junto com os anos 80, ele está aí, vivíssimo!

Destaques: “New Moon Rising”, “Violence Of The Sun”, “In The Castle”, “California Dream”.

Vivendo do Ócio
“Nem Sempre Tão Normal”
Vivendo do Ócio - Nem Sempre Tão Normal

O Vivendo do Ócio surgiu ao melhor estilo Jack Bauer de ser: Pé na porta e tapa na cara. Vindos de Salvador, o quarteto faz um som rápido, dinâmico, que conta histórias (e estórias possivelmente) do cotidiano juvenil de um rocker muito bem formado.

De porres e ressacas, à paixões e desilusões, passando por muito álcool e rock’n'roll, a banda resgata o espírito do “faça você mesmo” com um disco animador e dançante, ou melhor, “punkeante”.

Destaques: “Meu Precioso”, “Fora, Mônica!”, “Rock Pub Baby”.

Yeah Yeah Yeahs
“It’s Blitz!”
Yeah Yeah Yeahs - It's Blitz!

It’s Blitz foi um dos primeiros discos do ano e chegou fazendo estardalhaço. O vocal marcante da namorada de Spike Jonze, a vocalista Karen O, leva as músicas à um nível que poucos conseguem, e conseguiram.

O disco começa com o hit “Zero”, seguido da dançando “Head Will Roll”. À partir daí, o disco toma uma forma mais calma, algo puxado para a clássica “Maps” (do primeiro albúm do trio, o Fever To Tell) que agrada à muitos, como eu.

Destaques: “Hysteric”, “Runaway”, “Heads Will Roll”.

Muse
“The Resistance”
Muse - The Resistance

The Resistance pode ser considerado um típico disco do Muse. A já conhecida mistura de componentes eletrônicos, a solos faraônicos nas guitarras de Matthew Bellamy e melodias de música clássica torna o disco um dos melhores do ano.

Fazendo-o ir do mais dançante ao mais elaborado, passando por baladas e sons que facilmente animariam uma pista, sem a necessidade de um remix.

O disco possui o som marcante do Muse, mostando à que veio logo na primeira faixa, “Uprising”. Tendo até, um som “a la Timbaland” na faixa “Undisclosed Desires”, segundo single do disco.

Destaques: “Undisclosed Desires”, “Unnatural Selection”, “The Resistance”, “MK Ultra”.

Arctic Monkeys
“Humbug”
Arctic Monkeys - Humbug

Humbug marca a virada brusca no rumo dos britânicos megalomaníacos do Arctic Monkeys. Um disco cheio de sons diferentes e melodias nada semelhantes ao dançante e animado indie rock de seus dois predecessores. Porém, mostrando o potencial de uma banda essencialmente dinâmica, em poder ser elaborada e concordante em todo o contexto do disco.O primeiro single, “Crying Lightning”, fez alguns fãs e adoradores da banda torcerem o nariz para o disco. E logo uma semana antes do lançamento (quando o disco “vazou”), a histeria foi geral. Pessoas procurando “I Bet You Look Good On The Dancefloor” novamente neste disco ficaram revoltadas e deram ao disco as costas, coletivas.

Mas, como é da minha essência discordar de todos… Gostei muito do disco. Apesar de diferente, ele mostrou que a banda que conhecemos há 4 anos, não parou no momento em que saíram de Sheffield, continuando uma linha temporal evolutiva através de seus discos.

Destaques: “Crying Lightning”, “Cornerstone”, “Dangerous Animals”, “My Propeller”.

Vários Artistas
“(500) Days Of Summer” – Official Soundtrack
Vários Artistas - (500) Days Of Summer (Official Soundtrack)

A melhor trilha sonora do ano traz coisas consideradas estranhas, underground e muito famosas mas que nunca soubemos o nome.

Bem como o maravilhoso filme, a trilha sonora alterna entre momentos depressivos e momentos extremamente felizes, contendo clássicos dos Smiths, Pixies e até minha queridinha do ano, Wolfmother.

LISTEN TO THIS ALBUM!!

Destaques: “There Is A Light That Never Goes Out”, “Vagabond”, “Sweet Disposition”, “She’s Got You High”.

The Bravery
“Stir The Blood”
The Bravery - Stir The Blood

Desde o primeiro disco, o Bravery vem mudando, buscando novas sonoridades sempre diferentes.  “The Bravery” foi um albúm muito bom, mostrando uma sonoridade diferente para a época. “The Sun And The Moon” começou a mostrar uma possível mudança no som da banda.

Tais mudança ficaram claras no terceiro albúm da banda, “Stir The Blood”, fazendo um belíssimo disco. Rápido e dançante, me lembrando o bons tempos, que eu não participei, da abertura do indie para o mundo, porém conservando certas marcas da banda.

Destaques: “Hatefuck” etc. (Ouça o disco como um todo, é bom)

Cachorro Grande
“Cinema”
Cachorro Grande - Cinema

Parece que 2009 foi o ano das mudanças de sonoridades, para alguns. Um desses alguns é a famosa (e antiga) banda gaúcha que faz um rock’n'roll muito bom, o Cachorro Grande.

Sempre gostei muito do som deles, com sons bem sessentistas e de nativo rock’n'roll e alguns sons mais calmos, com letras simples mas marcantes e bem feitas.

“Cinema”, o quinto disco de estúdio da banda, mostra uma mudança, facilmente perceptível, no som da banda, deixando um pouco de lado o som simples e pouco elaborado da banda e passando para uma fase mais calma e pensada. Algo que me agrada.

Destaques: “Dance Agora”, “Ela Disse”, “Eileen”.

The Dead Weather
“Horehound”
The Dead Weather - Horehound

“Horehound” é um típico albúm estranho, com uma sonoridade diferente, feito por pessoas estranhas e feito com muito, mas muito boa vontade.

O disco traz um som que lembra muito as bandas “oficiais” de seus componentes, com sons estranhos, ótimas guitarras, o peso e o maravilhoso vocal feminino. Formado pelo workaholic Jack White (The White Stripes), Alison Mosshart (The Kills), Dean Fertita (Queens Of The Stone Age) e Jack Lawrence (The Greenhornes, mas que toca com Jack White no Raconteurs), banda carrega o ouvinte para um outro mundo, que lembra cenários bons dos anos que ainda estão por vir.

Destaques: “Treat Me Like Your Mother”, “I Cut Like A Buffalo”, “Bone House”

Lily Allen
“It’s Not Me, It’s You”
Lily Allen - It's Not Me, It's You

A britânica Lily Allen chegou ao mundo com seu mega-boga sucesso “Smile”. Canção com uma fórmula simples, mas marcante, até para quem não é fã de música pop, como eu.

Já em seu segundo disco, Lily Allen traz um belo composite de canções, marcadas pelo bom humor e pela sua voz, que vezes nos cansa, mas na maioria delas, é responsável pelo desenho das curvas melodiosas de suas canções.

Um ótimo disco que não deve ser deixado de lado, com muitas ótimas canções, animadas e felizes.

Destaque: “Fuck You”, “Chinese”, “Everyone’s At It”, “The Fear”, “I Could Day”.

Melody Gardot
“My One And Only Thrill”
Melody Gardot - My One And Only Thrill

Sou suspeito para falar desta cantora canadense. Sua sonoridade sempre me fez feliz, alegre e, por mais triste que possa o jazz parecer, apaixonado por tal.

Melody Gardot já passou por muito nessa vida, e com certeza, muito já aprendeu (pesquise mais e saberá sua história de superação) trazendo em seu terceiro disco, um som muitíssimo elaborado, com orquestrações maravilhosas realmente dignas de clássicos do jazz.

Destaques: “If The Stars Were Mine”, “Baby I’m A Fool”, “Our Love Is Easy”.

Norah Jones
“The Fall”
Norah Jones - The Fall

Desde a clássica “Come Away With Me”, Norah Jones sempre agradou à todos com sua sonoridade calma e sempre marcada com sua voz suave.

“The Fall” é um disco composto com uma leveza natural da garota, que traz de novidade a guitarra elétrica nas mãos da musa dando um tom “jazzístico” à algumas faixas do disco.

Confesso que ouví o disco em loop durante vários dias e fiquei muitooo feliz.

Destaques: “Chasing Pirates”, “Back To Manhattan”, “Even Though”.

The Pains Of Being Pure At Heart
“The Pains Of Being Pure At Heart”
The Pains Of Being Pure At Heart - The Pains Of Being Pure At Heart

O disco com o nome mais “fofinho” do ano, feito pela banda com o nome mais “fofinho” do ano é um disco com diferenças muito clara no peso das faixas.

Guitarras distorcidas, pesadas, misturadas ao vocal sincero fazem o disco atrair você do começo ao fim, fazendo você cantar e dançar sentado em seu próprio lugar.

Destaques: “The Contender”, “Everything With You”, “Stay Alive”.

Pete(r) Doherty
“Grace/Wastelands”
Peter Doherty - Grace/Wastelands

Para quem achava que Pete Doherty (ex-Libertines c/ Carl Barat) estava dissolvido pela cocaína… é verdade, ele se dissolveu! Hahahaha!

Kidding guys, mas ele está quase lá. “Grace/Wastelands” traz ótimas músicas que ficaríam ainda melhores se não fossem cantadas por ele. A voz dele escorrendo pelo canto da boca fica boa em uma ou duas músicas, mas em um disco inteiro definitivamente não.

É um ótimo disco para se aprender à tocar violão.

Destaques: “Arcadie”, “Last Of English Roses”, “Broken Love Song”.

Placebo
“Battle For The Sun”
Placebo - Battle For The Sun

“Battle For The Sun” foi um disco muitíssimo esperado nesse ano. O Placebo estava há algum tempo sem lançar nada (desde o depressivo “Meds”) e deixo-nos ainda mais anciosos quando lançou o primeiro single omônimo na rede.

Segudo a banda, ela saiu de sua fase depressiva-gótica e isso é um tiquinho visível no disco. O som está mais animado, mas pesado e me faz lembrar os bons tempos de “36 Degres”, “English Summer Rain” e músicas clássicas como essas. Um ótimo disco para chacoalar, levantar a poeira e dar a volta pelo lado. Hahaha!

Destaques: “Battle For The Sun”, “Ashtray Heart”, “Come Undone”.

Plastiscines
“About Love”
Plastiscines - About Love

“About Love” foi mais um daqueles discos que eu baixei no Glamorous Indie Rock’n'Roll para não ouvir. Sabe aquele disco que você baixa apenas para ter.

Mas… eu estava em uma fase muito aberta à novas experiências e decidi experimentar. O resultado, como vocês já devem saber, não foi ruim. Adorei o disco. Uma pegada bem rock, me lembrando os bons tempos do The Donnas. Fazendo algo que me dê vontade de tocar riffs na minha air guitar pela rua, coisa que apenas bandas como Led Zeppelin, AC/DC, Wolfmother, The Donnas e mais algumas conseguiam.

Destaques: “Barcelona”, “Another Kiss”, “From Friends To Love”.

Them Crooked Vultures
“Them Crooked Vultures”
Them Crooked Vultures - Them Crooked Vultures

O Them Crooked Vultures venho com um peso natural já esperado graças à presença do mestre (e ex-baixista do Led Zeppelin) John Paul Dones, do atemporal (e ex-baterista do Nirvana e frontman do Foo Fighters) Dave Grohl e o estranho-com-cara-de-drogado (e frontman do Queens Of The Stone Age) Josh Homme.

Para os que esperavam muito do disco, como eu, sentiram algo muitoo bom que trouxe algo que faltava para terminar bem o ano com algo trazendo o rock a essência. Com certeza, um dos 5 melhores discos do ano.

Destaques: “New Fang”, “Caligulove”, “Bandoliers”.

White Lies
“To Lose My Life”
White Lies - To Lose My Life

White Lies é uma das aparições do ano de 2009, destacando-se tanto para o pessoal do indie quanto para a galera batidinha do mainstream, entrando até na trilha sonora de Jennifer’s Body.

O disco traz o vocal grave e marcante da banda com melodias que lembram uma versão mais pop dos clássicos do Interpol.

Destaques: “To Lose My Life”, “Death”, “A Place To Hide”, “E.S.T.”.

And The Oscar Goes To… THE WHOLE WEB!

Hey folks!

É isso mesmo, o Oscar vai para a web, toda ela. Hoje, dia 20 de Fevereiro, dois dias antes da entrega dos Academy Awards, vulgo Oscars, uma lista com o nome de todos os possíveis premiados caí na mão de um blogueiro, que após um certo tempo a retira do ar. A lista trás o nome das categorias e seus respectivos ganhadores, um cabeçalho da Academia e a assinatura de seu presidente, Sid Ganis.

listavencedoresoscar1Algumas horas após tal boom na web, a Academia veio à público para dizer que o “documento” nada mais é do que uma fraude e que os votos ainda nem acabaram de ser contados pela companhia Pricewaterhousecoopers (Pwc). Ainda segundo a Academia, seu presidente não sabe, antes da entrega, o nome dos vencedores; apenas duas pessoas sabem os dados antes da entrega, Brad Oltmanss e Rick Rosas, que tem o costume de memorizar os vencedores para não deixar quaisquer pistas antes da cerimônia de entrega no Kodak Theatre.

Agora nos resta esperar e ver se tal lista continha os nomes corretos, tais como Danny Boyle e seu “Quem Quer Ser Um Milionário?” como Melhor Diretor e Melhor Filme respectivamente e seguindo as premiações mundiais Kate Winslet como Melhor Atriz por “O Leitor” e Heath Ledger como Melhor Ator Coadjuvante por “O Cavalheiro das Trevas”.

Apenas para lembrar, a entrega dos Academy Awards ocorre no próximo domingo, dia 22 de Fevereiro as 22h, horário de Brasília, no Kodak Theatre em Los Angeles com transmissão no Brasil somente pela TNT, com comentários de Rubens Ewald Filho. Também ocorrerá o LiveStreaming do pessoal do Judão para o site.

:D

O natal vai chegando.

Hey folks!
É, e o natal vai chegando, nem parece que hoje é dia 21, parece que é dia 24. Huiaehuioaeae. Fui ao shopping hoje para dar uma volta, fazer umas comprinhas e pergar um cinema e confesso: Aquilo tava muito cheio!
Mas tudo dentro dos conformes. Acabei comprando uma pendrive de presente para meu pai (pois ele estava precisando, nada demais, só o básico), um fone novo de ouvido pra ouvir música fora de casa (afinal sair andando por aí com um HeadPhone não é a coisa mais normal do mundo por mais confortável que seja) e um roteador wireless novo, da NetGear (fiquei impressionado com a velocidade da configuração desse roteador, não levei mais de 20 minutos e agora já faço o post da cozinha).
Jantei no Montanna Grill, restaurante franqueado maravilhoso do Chitãozinho & Xororó, carnes, carnes e mais carnes, encontrei meus amigos com quem havia combinado um cinema e fomos assistir “Queime depois de ler”, novo filme dos Irmão Joel e Ethan Coen. Muito bom, estrelando Brad Pitt e George Clooney. Ainda estou impressionado com o papel do Brad Pitt, nada que ele costuma fazer, muito engraçado. Não gostei muito do desfecho do filme, mas foi legal.
O natal é uma época muito feliz, para os comerciantes. Fiquei impressionado o número de pessoas dividindo os pagamentos de seus presentes etc. Mas o que mais me espantou foi o preço do Blackberry Bold hoje na loja da TIM, no pré-pago ele saia pela bagatela de R$3199, enquanto o Nokia E71 saía por apenas R$1419 reais. Achei uma diferença considerável. Eu compraria o Nokia, afinal prefiro Symbian, mas o Blackberry também é uma boa escolha.
Se não postar mais até o natal, Feliz natal à todos, mesa farta e muita alegria. 

Well, that’s all folks!
:D

Juno? Que nome é esse?

Isso foi a primeira coisa que eu pensei quando olhei o nome deste filme! Já tinha ouvido dele (alguns bons comentários), mas vocês sabem como é, relutância instintiva masculina!
Mas o veredicto final é: PUTA filme bom! Gostei muito do filme, eu acho que a roterista (que eu não sei quem é) não tinha como tratar o assunto gravidez precosse (um puta assunto polêmico) com tanto bom humor e aquela Ellen Page, caiu como uma luva no papel!
Sem contar a trilha sonora do filme, nossa, músicas muito boas, de ouvido consegui identificar umas duas ou três músicas do Belle and Sebastian, The Kinks e mais algumas coisas ótimas.
Fica a minha indicação, Juno, um bom filme para terminar as férias!

ps: acho que nenhum pai teria uma reação como a do pai dela!
aehiaeoae