Expectativas.

Olá pessoas! Primeiramente, sei que não apareço por aqui decentemente há um bom tempo. E não vou me desculpar por isso. Esse é o lugar onde eu tento colocar meus demônios para fora, apenas isso. Faço-o por mim, e só por mim.

Desde os primórdios da consciência humana, desde que passamos a pensar de maneira lógica e desde que começamos a ter um coração que pulsa e faz com que esse pulsar atrapalhe nossa lógica, o ser humano sofre o mal das expectativas. Eu explico. O ser humano cria expectativas para TUDO! Seja um plano de vida, uma viagem[bb], um emprego novo, o orçamento do mês seguinte ou até uma simples saída para se divertir na noite.

O grande problema é que se as nossas expectativas sempre fossem correspondidas, o mundo seria algo muito certinho, algo sem problemas e um lugar em que sentiríamos falta de tais problemas. Porém, mesmo sabendo disso, nós, seres humanos, criamos expectativas, e continuamos criando, desde que assumimos uma posição pensante na sociedade.

AHA! Mas é aí que o Destino se encarrega e faz o seu trabalho extremamente bem feito. O Destino (e não estou falando do Dr. Destino[bb]) trata de fazer de tudo para que nossas expectativas sejam o menos correspondidas possível. E mesmo sabendo de tudo isso, continuamos criando expectativas e continuamos (ainda mais) desmoronando quando elas não se realizam.

A verdade é, expectativas são criadas para serem destruídas pelo Destino e assim fazer com que fiquemos abalados com algo que acontece desde sempre e para sempre acontecerá.

Não crie expectativas.

Sem Título

Eu deveria saber
Tudo aquilo que não sei,
Eu deveria ser
Tudo aquilo que não sou.

Eu deveria amar
Todos aqueles que não amo,
Eu deveria andar
Tudo aquilo que não andei.

Saber amar, eu não sei
Mas com você, posso aprender
Que a linha entre o amar e o odiar
É tênue, tão tênue quanto o vestido
Que veste seu pálido corpo
Confundindo-o com a escuridão boêmia
Cenário de mais um de nossos devaneios noturnos.

Assim a noite vai
Fluindo por entre os dedos
Sejam eles das mãos os dos pés
Passando por suas curvas
Nas quais me perco durante a noite,
E só me encontro ao amanhecer
De mais uma noite não solitária.