Ontem, durante o primeiro dia do longo mês de Agosto, participei da gravação de um novo podcast, de um novo piloto de um programa de um blog de música que participo da produção.
Estávamos nós, seguindo a pauta de notícias e conversando sobre os assuntos mais pertinentes, comentando, rindo, produzindo opiniões, produzindo sentimento, perdendo visitas (quem sabe?). E sabe qual é o maior barato disso tudo? Nenhum dos 4 participantes é formado em Jornalismo, Letras ou algo que imponente como isso. Nenhum dos participantes, se quer é formado em alguma coisa e nenhum deles possui mais de 19 anos. Pensando nisso, às vezes me pergunto de onde vem tal experiência mundana tão capaz de nos proporcionar opiniões tão sólidas no mundo da falsidade malemolente.
Depois de remoer muito isso dentro de mim, com mais e mais perguntas, cheguei à conclusão que na era em que vivemos, no momento em que vivemos, nada nisso importa. Não é uma graduação que te dará conhecimento, não é um curso que lhe o domínio de determinado assunto, não é tempo de vida que lhe trará experiência e muito menos a nossa idade que definirá os nossos horizontes.
Estamos no XXI e tudo é mais fácil e difícil ao mesmo. Vivemos na era da informação (por mais clichê que possa parecer) e a cada milissegundo, ficamos mais e mais inchados de informação (seja ela útil ou não) e não queremos mais parar, sendo bombardeados com músicas, notícias, filmes, videos, textos e tudo mais que o mundo pode nos oferecer. Querendo ou não, isso nos proporciona um vasto armazém ficcional de idéias, uma infinita e vã imensidade de argumentos dispostos em nossa mente como roupas dispostas em um guarda-roupas.
Agora, tudo depende apenas de cada um. A informação, os dados e o conhecimento estão todos aí, disponíveis à distância de poucos cliques, basta-nos filtrar o que nos deve ser sabido e partir para a assimilação. Seguido disso, o processamento e a possível produção de algo útil com essa batelada de informação.
Sim, estamos na era da produção de conteúdo, e o melhor disso é que qualquer um pode estar lá para participar dessa pseudo-revolução sem precisar de mais nada. “Uma idéia na cabeça e algo na mão” nunca foi tão expressante. PRODUZA!
