Vem o teste, vai-se a aflição

Olá pessoas.

Na tarde desse preguiçoso domingo, aconteceu o exame da primeira fase do vestibular da UNESP 2010. Prova aplicada em todo o estado e que contou com mais de 75000 candidatos, distribuídos em seus inúmeros cursos, para pleitear uma vaga em um dos 23 campi da universidade.

Diferentemente dos outros anos, a seleção contará com duas fases, sendo a primeira com 90 questões de múltipla escolha e a segunda fase com questões específicas para cada curso. Moldando-se ao formato FUVEST (USP, Barro Branco etc.) de ser. Nos anos anteriores, a prova da UNESP contava com apenas três dias seguidos de provas, sendo o primeiro dia com 84 questões de múltipla escolha, o segundo dia com questões de Gramática, Literatura e Redação e o terceiro dia com questões específicas.

A prova deste ano foi considerada média entre os docentes, bem como entre os candidatos. Salva-guardando, apenas, a extensão de tal teste. Segundos os candidatos, os enunciados das questões estavam exageradamente grandes, dificultando a resolução de toda a prova no período oferecido de 4,5h.

Particularmente, achei que a prova estava com um nível muito bom, nada exageradamente complicado, e nada exageradamente fácil simples. Acredito que a persistir o quadro, tenho grandes chances de fazer parte da turma de alunos de Sistemas de Informação do ano que vem no campus de Bauru.

Mas hoje, durante o período que permaneci em frente ao prédio, conversei com muitas pessoas, amigos, professores e alguns conhecidos, e senti, em praticamente todos, uma preocupação exacerbada com o teste. Confesso que o vestibular é um momento importante de nossas vidas e não pode ser tratado de forma desrespeitosa, porém o nervosismo está se tornando histeria. Consegui observar por entre alguns candidatos, lágrimas de aflição escorrendo e mãos tremendo incontrolavelmente por algo que ainda nem havia acontecido.

A verdade é que o vestibular no Brasil (afinal, ele existe apenas aqui) tornou-se, além de um mercado consumidor e um nicho comercial bastante lucrativo, um seletor social e o único temor para todos os estudando dos ensinos fundamental e médio. Atualmente, estudamos do primeiro ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio com o único objetivo de passar no famigerado vestibular de uma universidade pública, cursar algo parecido com um aprendizado à distância, porém presencial, e se tornar um profissional “competente” no que faz, graças, apenas, ao conhecimento adquirido durante os anos de estudo universitário.

Por mais que o ensino superior seja extremamente importante, ele é (para mim, é claro) apenas o meio, e não o fim supremo de nossa existência. E isso vem sendo esquecido durante os últimos anos.

Espero que tudo dê certo, tanto para mim, quanto para todos que almejam tal status.

:D