As musas, minhas musas

Alguns vão concordar, outros vão discordar efusivamente, mas esse é meu Top 10 de musas! Uma lista que mantenho há algum tempo. Nessa você encontra brasileira, americanas, francesas etc. Continue reading

Os melhores albúns do ano (para mim)

Pessoas, antes de começar a enumeração dos melhores albúns do ano para mim, gostaria de dizer que não existe ordem de importância. Todos foram muitoo bons e marcantes esse ano. Não coloco-os todos em uma linha apenas porque isso não é possível aqui. Se fosse, tenham certeza que eu o faria.
(Links nas imagens.)

Wolfmother
“Cosmic Egg”
Wolfmother - Cosmic Egg

Cosmic Egg é um dos mais belos discos de Hard Rock dos últimos anos, na minha opinião. Desde o primeiro disco, auto-intitulado, o Wolfmother vem fazendo um som agressivo, elaborado e pesado, muito pesado em comparação com as tendências atuais da música.

A banda australiana composta por apenas três integrantes mostra que veio para ficar, e com dois discos lançados, mostra que o hard rock não morreu junto com os anos 80, ele está aí, vivíssimo!

Destaques: “New Moon Rising”, “Violence Of The Sun”, “In The Castle”, “California Dream”.

Vivendo do Ócio
“Nem Sempre Tão Normal”
Vivendo do Ócio - Nem Sempre Tão Normal

O Vivendo do Ócio surgiu ao melhor estilo Jack Bauer de ser: Pé na porta e tapa na cara. Vindos de Salvador, o quarteto faz um som rápido, dinâmico, que conta histórias (e estórias possivelmente) do cotidiano juvenil de um rocker muito bem formado.

De porres e ressacas, à paixões e desilusões, passando por muito álcool e rock’n'roll, a banda resgata o espírito do “faça você mesmo” com um disco animador e dançante, ou melhor, “punkeante”.

Destaques: “Meu Precioso”, “Fora, Mônica!”, “Rock Pub Baby”.

Yeah Yeah Yeahs
“It’s Blitz!”
Yeah Yeah Yeahs - It's Blitz!

It’s Blitz foi um dos primeiros discos do ano e chegou fazendo estardalhaço. O vocal marcante da namorada de Spike Jonze, a vocalista Karen O, leva as músicas à um nível que poucos conseguem, e conseguiram.

O disco começa com o hit “Zero”, seguido da dançando “Head Will Roll”. À partir daí, o disco toma uma forma mais calma, algo puxado para a clássica “Maps” (do primeiro albúm do trio, o Fever To Tell) que agrada à muitos, como eu.

Destaques: “Hysteric”, “Runaway”, “Heads Will Roll”.

Muse
“The Resistance”
Muse - The Resistance

The Resistance pode ser considerado um típico disco do Muse. A já conhecida mistura de componentes eletrônicos, a solos faraônicos nas guitarras de Matthew Bellamy e melodias de música clássica torna o disco um dos melhores do ano.

Fazendo-o ir do mais dançante ao mais elaborado, passando por baladas e sons que facilmente animariam uma pista, sem a necessidade de um remix.

O disco possui o som marcante do Muse, mostando à que veio logo na primeira faixa, “Uprising”. Tendo até, um som “a la Timbaland” na faixa “Undisclosed Desires”, segundo single do disco.

Destaques: “Undisclosed Desires”, “Unnatural Selection”, “The Resistance”, “MK Ultra”.

Arctic Monkeys
“Humbug”
Arctic Monkeys - Humbug

Humbug marca a virada brusca no rumo dos britânicos megalomaníacos do Arctic Monkeys. Um disco cheio de sons diferentes e melodias nada semelhantes ao dançante e animado indie rock de seus dois predecessores. Porém, mostrando o potencial de uma banda essencialmente dinâmica, em poder ser elaborada e concordante em todo o contexto do disco.O primeiro single, “Crying Lightning”, fez alguns fãs e adoradores da banda torcerem o nariz para o disco. E logo uma semana antes do lançamento (quando o disco “vazou”), a histeria foi geral. Pessoas procurando “I Bet You Look Good On The Dancefloor” novamente neste disco ficaram revoltadas e deram ao disco as costas, coletivas.

Mas, como é da minha essência discordar de todos… Gostei muito do disco. Apesar de diferente, ele mostrou que a banda que conhecemos há 4 anos, não parou no momento em que saíram de Sheffield, continuando uma linha temporal evolutiva através de seus discos.

Destaques: “Crying Lightning”, “Cornerstone”, “Dangerous Animals”, “My Propeller”.

Vários Artistas
“(500) Days Of Summer” – Official Soundtrack
Vários Artistas - (500) Days Of Summer (Official Soundtrack)

A melhor trilha sonora do ano traz coisas consideradas estranhas, underground e muito famosas mas que nunca soubemos o nome.

Bem como o maravilhoso filme, a trilha sonora alterna entre momentos depressivos e momentos extremamente felizes, contendo clássicos dos Smiths, Pixies e até minha queridinha do ano, Wolfmother.

LISTEN TO THIS ALBUM!!

Destaques: “There Is A Light That Never Goes Out”, “Vagabond”, “Sweet Disposition”, “She’s Got You High”.

The Bravery
“Stir The Blood”
The Bravery - Stir The Blood

Desde o primeiro disco, o Bravery vem mudando, buscando novas sonoridades sempre diferentes.  “The Bravery” foi um albúm muito bom, mostrando uma sonoridade diferente para a época. “The Sun And The Moon” começou a mostrar uma possível mudança no som da banda.

Tais mudança ficaram claras no terceiro albúm da banda, “Stir The Blood”, fazendo um belíssimo disco. Rápido e dançante, me lembrando o bons tempos, que eu não participei, da abertura do indie para o mundo, porém conservando certas marcas da banda.

Destaques: “Hatefuck” etc. (Ouça o disco como um todo, é bom)

Cachorro Grande
“Cinema”
Cachorro Grande - Cinema

Parece que 2009 foi o ano das mudanças de sonoridades, para alguns. Um desses alguns é a famosa (e antiga) banda gaúcha que faz um rock’n'roll muito bom, o Cachorro Grande.

Sempre gostei muito do som deles, com sons bem sessentistas e de nativo rock’n'roll e alguns sons mais calmos, com letras simples mas marcantes e bem feitas.

“Cinema”, o quinto disco de estúdio da banda, mostra uma mudança, facilmente perceptível, no som da banda, deixando um pouco de lado o som simples e pouco elaborado da banda e passando para uma fase mais calma e pensada. Algo que me agrada.

Destaques: “Dance Agora”, “Ela Disse”, “Eileen”.

The Dead Weather
“Horehound”
The Dead Weather - Horehound

“Horehound” é um típico albúm estranho, com uma sonoridade diferente, feito por pessoas estranhas e feito com muito, mas muito boa vontade.

O disco traz um som que lembra muito as bandas “oficiais” de seus componentes, com sons estranhos, ótimas guitarras, o peso e o maravilhoso vocal feminino. Formado pelo workaholic Jack White (The White Stripes), Alison Mosshart (The Kills), Dean Fertita (Queens Of The Stone Age) e Jack Lawrence (The Greenhornes, mas que toca com Jack White no Raconteurs), banda carrega o ouvinte para um outro mundo, que lembra cenários bons dos anos que ainda estão por vir.

Destaques: “Treat Me Like Your Mother”, “I Cut Like A Buffalo”, “Bone House”

Lily Allen
“It’s Not Me, It’s You”
Lily Allen - It's Not Me, It's You

A britânica Lily Allen chegou ao mundo com seu mega-boga sucesso “Smile”. Canção com uma fórmula simples, mas marcante, até para quem não é fã de música pop, como eu.

Já em seu segundo disco, Lily Allen traz um belo composite de canções, marcadas pelo bom humor e pela sua voz, que vezes nos cansa, mas na maioria delas, é responsável pelo desenho das curvas melodiosas de suas canções.

Um ótimo disco que não deve ser deixado de lado, com muitas ótimas canções, animadas e felizes.

Destaque: “Fuck You”, “Chinese”, “Everyone’s At It”, “The Fear”, “I Could Day”.

Melody Gardot
“My One And Only Thrill”
Melody Gardot - My One And Only Thrill

Sou suspeito para falar desta cantora canadense. Sua sonoridade sempre me fez feliz, alegre e, por mais triste que possa o jazz parecer, apaixonado por tal.

Melody Gardot já passou por muito nessa vida, e com certeza, muito já aprendeu (pesquise mais e saberá sua história de superação) trazendo em seu terceiro disco, um som muitíssimo elaborado, com orquestrações maravilhosas realmente dignas de clássicos do jazz.

Destaques: “If The Stars Were Mine”, “Baby I’m A Fool”, “Our Love Is Easy”.

Norah Jones
“The Fall”
Norah Jones - The Fall

Desde a clássica “Come Away With Me”, Norah Jones sempre agradou à todos com sua sonoridade calma e sempre marcada com sua voz suave.

“The Fall” é um disco composto com uma leveza natural da garota, que traz de novidade a guitarra elétrica nas mãos da musa dando um tom “jazzístico” à algumas faixas do disco.

Confesso que ouví o disco em loop durante vários dias e fiquei muitooo feliz.

Destaques: “Chasing Pirates”, “Back To Manhattan”, “Even Though”.

The Pains Of Being Pure At Heart
“The Pains Of Being Pure At Heart”
The Pains Of Being Pure At Heart - The Pains Of Being Pure At Heart

O disco com o nome mais “fofinho” do ano, feito pela banda com o nome mais “fofinho” do ano é um disco com diferenças muito clara no peso das faixas.

Guitarras distorcidas, pesadas, misturadas ao vocal sincero fazem o disco atrair você do começo ao fim, fazendo você cantar e dançar sentado em seu próprio lugar.

Destaques: “The Contender”, “Everything With You”, “Stay Alive”.

Pete(r) Doherty
“Grace/Wastelands”
Peter Doherty - Grace/Wastelands

Para quem achava que Pete Doherty (ex-Libertines c/ Carl Barat) estava dissolvido pela cocaína… é verdade, ele se dissolveu! Hahahaha!

Kidding guys, mas ele está quase lá. “Grace/Wastelands” traz ótimas músicas que ficaríam ainda melhores se não fossem cantadas por ele. A voz dele escorrendo pelo canto da boca fica boa em uma ou duas músicas, mas em um disco inteiro definitivamente não.

É um ótimo disco para se aprender à tocar violão.

Destaques: “Arcadie”, “Last Of English Roses”, “Broken Love Song”.

Placebo
“Battle For The Sun”
Placebo - Battle For The Sun

“Battle For The Sun” foi um disco muitíssimo esperado nesse ano. O Placebo estava há algum tempo sem lançar nada (desde o depressivo “Meds”) e deixo-nos ainda mais anciosos quando lançou o primeiro single omônimo na rede.

Segudo a banda, ela saiu de sua fase depressiva-gótica e isso é um tiquinho visível no disco. O som está mais animado, mas pesado e me faz lembrar os bons tempos de “36 Degres”, “English Summer Rain” e músicas clássicas como essas. Um ótimo disco para chacoalar, levantar a poeira e dar a volta pelo lado. Hahaha!

Destaques: “Battle For The Sun”, “Ashtray Heart”, “Come Undone”.

Plastiscines
“About Love”
Plastiscines - About Love

“About Love” foi mais um daqueles discos que eu baixei no Glamorous Indie Rock’n'Roll para não ouvir. Sabe aquele disco que você baixa apenas para ter.

Mas… eu estava em uma fase muito aberta à novas experiências e decidi experimentar. O resultado, como vocês já devem saber, não foi ruim. Adorei o disco. Uma pegada bem rock, me lembrando os bons tempos do The Donnas. Fazendo algo que me dê vontade de tocar riffs na minha air guitar pela rua, coisa que apenas bandas como Led Zeppelin, AC/DC, Wolfmother, The Donnas e mais algumas conseguiam.

Destaques: “Barcelona”, “Another Kiss”, “From Friends To Love”.

Them Crooked Vultures
“Them Crooked Vultures”
Them Crooked Vultures - Them Crooked Vultures

O Them Crooked Vultures venho com um peso natural já esperado graças à presença do mestre (e ex-baixista do Led Zeppelin) John Paul Dones, do atemporal (e ex-baterista do Nirvana e frontman do Foo Fighters) Dave Grohl e o estranho-com-cara-de-drogado (e frontman do Queens Of The Stone Age) Josh Homme.

Para os que esperavam muito do disco, como eu, sentiram algo muitoo bom que trouxe algo que faltava para terminar bem o ano com algo trazendo o rock a essência. Com certeza, um dos 5 melhores discos do ano.

Destaques: “New Fang”, “Caligulove”, “Bandoliers”.

White Lies
“To Lose My Life”
White Lies - To Lose My Life

White Lies é uma das aparições do ano de 2009, destacando-se tanto para o pessoal do indie quanto para a galera batidinha do mainstream, entrando até na trilha sonora de Jennifer’s Body.

O disco traz o vocal grave e marcante da banda com melodias que lembram uma versão mais pop dos clássicos do Interpol.

Destaques: “To Lose My Life”, “Death”, “A Place To Hide”, “E.S.T.”.