Campus Party 2010 – Dias 3 e 4
Olá pessoas!
Após mais dois dias de Campus Party 2010, como prometido previamente, hora de contar minhas experiências nesse conglomerado de maluquices infinitas e conhecimentos mais diversos e estranhos.
Esses dois últimos dias representaram os dias de maior aprendizado, pelo menos para mim, em todo o evento. Assisti a várias palestras que muito me trouxeram, tanto em conhecimento, como em idéias para projetos futuros ou pseudo-projetos futuros. Entre eles, dispositivos de extreme feedback integrados ao Hudson, desenvolvimento de aplicações baseando-se apenas na OpenJDK, projetos para Cloud Computing de rápida e simples instalação, criação de um sistema gerenciador de conteúdo para algo como um portal, com manchetes e tudo mais, etc. Resumindo: é imensurável o que a mente consegue viajar baseado apenas em algumas explanações, falas ou até apresentações soltas aos ares abafados do Expo Imigrantes.
Na quarta-feira, terceiro dia de evento, estive presente em duas palestras que me cativaram muito. Uma sobre o famigerado OpenJDK com o Bruno Souza e a Fabiane Nardon, e outra sobre o Hudson e a integração contínua. Palestra que eu já havia visto no Just Java em 2009. Tais palestras me instigaram muito à buscar novos horizontes com o Hudson e integração contínua de tudo e testes unitários para todas as classes de uma aplicação.
Já na quinta-feira, o que me conquistou foi o Cloud Computing. Tanto na palestra conceitual sobre o Cloud Computing ministrada por Fábio Kung, desenvolvedor da Locaweb e especialista da mesma em Cloud, e também na palestra sobre o Windows Azure Plataform. Por mais que as duas tenham sido boas, eu esperava algo voltado para o desenvolvimento para a Cloud Computing.
Também na quinta-feira, depois das áreas especialistas, voltei para a área de criatividade. Acompanhei um painel sobre blogs e humor, algo menos engraçado do que eu imaginava. Passei também pela oficina de edição de vídeo com software livre, algo que me surpreendeu. Primeiro, por ser software livre. Segundo, porque o palestrante não era da área técnica e mesmo assim editando vídeos com software livre, em seu laptop com Ubuntu.
Entre uma palestra e outra, encontro coisas como essa. Apenas mais um dos cansados da #cparty que se renderam ao sono em plena 11h30 da manhã.
Após momentos de risada, volto-me par ao debate sobre o jornalismo proporcionado por fã-sites e o papel dos fãs na divulgação do trabalho do artista. Tal debate, ocorrido na área de música do evento, despertou várias opiniões, polêmicas e momentos de falta de respeito que foram combatidos com punho e rigidez por pessoas quais admiro, como Ana Freitas.
Durante a tarde, participei de uma oficina sobre o reacTIVIsion. Oficina qual me fez ter vontade de fazer a minha própria ou, quem sabe, comprar uma reactable. O palestrante, Raphael, mostrou como contruiu seu próprio equipamento e como poderíamos fazer também. Concluindo a oficina mandando um som muito bom.
E após um grande período de internet e tietagem (Não é Borbs? Hahaha!), finalizei o dia com uma palestra sobre como transformar sua paixão em um ótimo modelo de negócio. Palestra contando com palestrante gringo, o Ian, traduzido simultâneamente por Bruno Souza e um dos fundadores da 4Linux.
Bom, as fotos você confere aqui. Agora, mais 3 dias de evento e preparar para voltar para casa com ainda mais novas idéias.
:D
Campus Party 2010 – Dias 1 e 2
Olá pessoas e “pessôos”, campuseiros e campuseiras, inúteis e... Esqueça, “inútil” não tem flexão de gênero.
Desde o dia 25 de Janeiro deste ano, a Campus Party - um dos maiores eventos envolvendo tecnologia, sustentabilidade, conhecimento, informação e cultura do mundo - trouxe para o Centro de Exposições Imigrantes mais de 6000 pessoas, que encontram-se andando (ou não) com seus respectivos equipamentos para lá e para cá, a fim de tornar o conhecimento público e realmente importante para todos os presentes.
A organização, como nos outros anos, ficou por conta da Futura Networks e seus representantes brasileiros. Porém, não fazendo juz ao nome de sua empresa mãe e aos eventos por ela organizados. Tornando visível uma brutal diferença para com as duas primeiras edições do evento no Brasil. Em 2010, certa desorganização, ou um certo despreparo para tratar com uma gigantesca quantidade de pessoas, culminou em um começo de evento muitíssimo conturbado, complexo, e cheio de tensão.
Já se passaram dois dias do evento e é visível que as pessoas respiram informação e se alimentam de conteúdo. Desde o café da manhã até os banhos coletivos, o assunto é sempre um: tecnologia. Gerando base para a produção e lapidação de suas vertentes, ramificações, aplicações, funções e melhorias implementadas dia-a-dia, tornando nossas vidas cada vez mais fáceis, rápidas e dependentes de tais confortos.

No primeiro dia, o credenciamento dos “campuseiros” (apelido pelo qual são chamados os participantes ativos do evento), bem como o credenciamento de seus presados e louvados equipamentos, tornaram a entrada no evento exageradamente lenta, gerando uma fila quilométrica do lado de fora do Centro de Exposições Imigrantes. Fila qual foi ameaçada por chuvas torrenciais e veraneias mas que resistiu a todos eses obstáculos bravamente.
Outro problema, pegar sua barraca. Como já anunciado anteriormente pela diretoria to evento, não haveria barracas gratuítas para todos os campuseiros, fazendo com que alguns devessem trazer consigo de casa sua própria barraca. Porém, os clássicos problemas de comunicação entre os membros da equipe de organização fez que fossemos alocados para um local que já estava alocado para outra caravana, do estado do Mato Grosso do Sul. Gerando um verdadeiro “overbooking” de barracas, que foi facilmente resolvido com a montagem de outras barracas em alguns os vários espaços ainda livres da área de camping.
Resolvidos os problemas, o compartilhamento de conhecimento (seja ele por trocas de palavras, troca de mp3, ou qualquer outro tipo de arquivo) começou, dando um real nome ao que ainda era classificado apenas como um bando de malucos munidos de seus computadores e baixando cada vez mais e mais arquivos.
No segundo dia, o pesar de ter passado praticamente todo o primeiro dia em frente ao computador, chegou até minha cabeça, fazendo com que eu acordasse mais animado e disposto, preparado para qualquer coisa que poderia acontecer a seguir. Tal impulso fez com que passasse o dia a assistir palestras, painéis e outras demonstrações, oficiais ou não, de todas as coisas imensuráveis que o ser humano é capaz de fazer.
Após a finalização do segundo dia, posso dizer com orgulho que o balanço é positivo. Consegui assistir à algumas movimentações que estavam presentes em minha agenda prévia, mas não todas. Assistindo ao painel de podcast, mediado por Jurandyr Filho, boss do RapaduraCast, aprendi que a monetização de seu conteúdo mal começou a trazer frutos e já passou a ser taxada de contraditória e principal causa dos problemas do enorme (e crescente) número de produções de tal nicho. Logo ao lago, iniciou-se o debate sobre a vida do videoclipe, na área de música produzida com apoio da MTV. O ciclo de vida e o poder do videoclipe foram amplamente discutidos, com grande participação do público e respostas rápidas e sem enrolação dos membros da mesa e de seu mediador. Tal debate, apesar de extremamente interessante, foi ofuscado apenas pela presença de Jovem Nerd, Azaghal e Eduardo Spohr na área ao lado, atraindo um público recordista e gerando um ruído ensurdecedor. Com o fim do debate sobre a vida videoclíptica, voltei-me para o estudo de caso de “A Batalha do Apocalipse” e confesso que não me interessei tanto quanto me divirto com o Nerdcast semanal.
Do ponto de vista pessoal, o segundo dia foi imensuravelmente melhor que o primeiro. Apresentando assuntos realmente interessantes e me fazendo desligar o computador durante as palestras, painéis e debates.
Espero que os próximos 5 dias continuem assim, muito bons.
Para ver as fotos do evento, clique aqui.
Datacenter da Telefonica Pega Fogo, Dados São Perdidos
Na tarde de hoje, o Datacenter da Telefonica, uma das maiores em telecomunicações do país, foi assolado por um incêndio. Tal Datacenter fica localizado no bairro nobre, um condomínio, de Alphaville, na Grande São Paulo. O corpo de bombeiros foi acionado às 15h10 e controlou o fogo em aproximadamente 30 minutos.
Segundo a Telefonica, os clientes residênciais, os clientes Speedy, não sofreram ou sofrerão com tal incêndio, mas desde a tarde dessa quarta-feira, o SAC do Speedy vem recebendo mais informações que o considerado normal, já que esse serviço é um dos campeões de reclamações no pais. Mas já confirmado por outros usuários, o serviço Speedy está fora do ar em algum lugares e em outros instável.
O Datacenter é o maior da América Latina com mais de 10 mil metros quadrados, hospedando dados e serviços de grandes sites como a própria Telefonica, o grupo Pão de Açucar e a Kalunga, que desde até as 19h ainda não estavam no ar. Segundo o presidente da própria empresa, a maioria dos dados deve se perder se os principais servidores de dados forem atingidos.
Em algumas cidades do inteior do Estado de São Paulo, a Telefonica liberou a validação e autenticação dos usuários de modo que o acesso fosse completamente liberado. Já em outras cidades a autenticação ainda não foi liberada e os usuários continuam sem acesso à internet pelo provedor. Lembrando que vários do provedores menores do inteior utilizam links da Telefonica, estando também offline até o momento.
UPDATE (20h02): Usuários da Telefonica estão acusando problema em conexões por toda a América Latina, tudo isso via Twitter. Busque no http://search.twitter.com por "telefonica" ou "#telefonica".
UPDATE (20h04): Zumo blog ensina você à usar o openDNS para fugir da Telefonica, por aqui.
Nostalgia batendo a porta.
Hey folks!
Bom, ontem e hoje foram com certeza alguns dos melhores dias que já passei, poucos sabem o porque, mas acredito que os poucos que sabem dão tanto valor quanto eu ao momento. Foi um prazer rever o pessoal, amigos de longa data, por mais distantes que estejam, nada muda o que sinto por eles, e junto com as amizades antigas, vêem as novas.
Essa visita de meus amigos me lembrou um tempo muito bom, que preocupações eram escassas e tudo era mais fácil na minha vida, quando digo mais fácil quero dizer menos trabalhoso e tudo era festa e alegria. Agora as preocupações são extremas e momentos como esses com esse pessoal são, com toda a certeza, inesquecíveis, para sempre. Para muitos o comentário ainda parece uma incógnita mas agora chegou a hora de citar nomes, nomes que nunca esquecerei e espero que seja recíproco: Gabi, Giselle, Paula, Grazi, Fê, Davi, Augusto, Aline, Cami, Juliana, Bel, Giovanna, Gabi Pavan, Cris, Tina e Silvio... À vocês, o meu muito obrigado. Esse momento é nostalgico ao extremo e me encontro ao som de Death Cab For Cutie, retornando as raízes pensando um pouco mais na vida que me reserva o futuro.
Hoje também, conversava com uma outra amiga maravilhosa, Anna, e restaurei meus poemas mais antigos e mais sentimentais de algum tempo atrás, quando eu ainda amava, não importa quem, mas eu amava, e como alguém disse há um certo tempo, amar é melhor que ser amado, por mais que eu ache que reciprocidade é completamente necessária.
Para mudar um pouco o caminho que vinha seguindo, e também para relembrar meus devaneios de algum tempo atrás, um texto meu, antigo e sentimental.
Andarilho.
Vago sozinho pela noite
A noite escura que pouco me aquece,
Que pouco me ilumina
Mas que sempre me faz bem.
Ruas, calçadas e estradas
Não são suficientes pra esquecer-la
São apenas um passatempo inútil
No qual finjo ser alguém que não te ama.
Finjo ser uma pessoa feliz
Finjo não querer mais você
E às vezes, olho para trás,
Olho para todo o caminho que já percorri
E penso se tudo que fiz estava correto.
A mim só resta uma certeza
A mim só resta um por do sol
Só resta-me acompanhar-te
E acompanhar-te-ei
Até o fim raiar.
Eita Povo Guerreiro
Boa tarde.
Hoje tive a verdadeira prova de que o povo brasileiro é realmente um povo guerreiro. Logo de manhã, nos primeiro noticiários vi uma notícia, a qual dizia que em Franca - interior de São Paulo - uma mulher, desesperada, pulou em um reservatório de água para pegar o filho. A cidade de Franca sofre de falta de abastecimento de água, graças as inchentes, e essa mulher foi até o reservatório pegar água com seu filho, e a partir daí a história já é conhecida.
Isto é uma prova de que o povo brasileiro, mesmo oprimido e muitas vezes alheio à discussões que decidiram sua vida, como a eleição para a presidência da câmara e o tão comentado PAC, ainda consegue viver de forma guerreira.

