Diário do Cosmopolita Devaneios mundanos de um jovem aprendiz.

Campus Party 2010 – Dias 3 e 4

Olá pessoas!

Após mais dois dias de Campus Party 2010, como prometido previamente, hora de contar minhas experiências nesse conglomerado de maluquices infinitas e conhecimentos mais diversos e estranhos.

Esses dois últimos dias representaram os dias de maior aprendizado, pelo menos para mim, em todo o evento. Assisti a várias palestras que muito me trouxeram, tanto em conhecimento, como em idéias para projetos futuros ou pseudo-projetos futuros. Entre eles, dispositivos de extreme feedback integrados ao Hudson, desenvolvimento de aplicações baseando-se apenas na OpenJDK, projetos para Cloud Computing de rápida e simples instalação, criação de um sistema gerenciador de conteúdo para algo como um portal, com manchetes e tudo mais, etc. Resumindo: é imensurável o que a mente consegue viajar baseado apenas em algumas explanações, falas ou até apresentações soltas aos ares abafados do Expo Imigrantes.

Debate sobre o papel dos fã e seus fã-clubes na divulgação do artista.

Debate sobre o papel dos fã e seus fã-clubes na divulgação do artista.

Na quarta-feira, terceiro dia de evento, estive presente em duas palestras que me cativaram muito. Uma sobre o famigerado OpenJDK com o Bruno Souza e a Fabiane Nardon, e outra sobre o Hudson e a integração contínua. Palestra que eu já havia visto no Just Java em 2009. Tais palestras me instigaram muito à buscar novos horizontes com o Hudson e integração contínua de tudo e testes unitários para todas as classes de uma aplicação.

Já na quinta-feira, o que me conquistou foi o Cloud Computing. Tanto na palestra conceitual sobre o Cloud Computing ministrada por Fábio Kung, desenvolvedor da Locaweb e especialista da mesma em Cloud, e também na palestra sobre o Windows Azure Plataform. Por mais que as duas tenham sido boas, eu esperava algo voltado para o desenvolvimento para a Cloud Computing.

Também na quinta-feira, depois das áreas especialistas, voltei para a área de criatividade. Acompanhei um painel sobre blogs e humor, algo menos engraçado do que eu imaginava. Passei também pela oficina de edição de vídeo com software livre, algo que me surpreendeu. Primeiro, por ser software livre. Segundo, porque o palestrante não era da área técnica e mesmo assim editando vídeos com software livre, em seu laptop com Ubuntu.

Raphael e sua ofician sobre reacTIVIsion.

Raphael e sua oficina sobre reacTIVIsion.

Entre uma palestra e outra, encontro coisas como essa. Apenas mais um dos cansados da #cparty que se renderam ao sono em plena 11h30 da manhã.

Após momentos de risada, volto-me par ao debate sobre o jornalismo proporcionado por fã-sites e o papel dos fãs na divulgação do trabalho do artista. Tal debate, ocorrido na área de música do evento, despertou várias opiniões, polêmicas e momentos de falta de respeito que foram combatidos com punho e rigidez por pessoas quais admiro, como Ana Freitas.

Durante a tarde, participei de uma oficina sobre o reacTIVIsion. Oficina qual me fez ter vontade de fazer a minha própria ou, quem sabe, comprar uma reactable. O palestrante, Raphael, mostrou como contruiu seu próprio equipamento e como poderíamos fazer também. Concluindo a oficina mandando um som muito bom.

E após um grande período de internet e tietagem (Não é Borbs? Hahaha!), finalizei o dia com uma palestra sobre como transformar sua paixão em um ótimo modelo de negócio. Palestra contando com palestrante gringo, o Ian, traduzido simultâneamente por Bruno Souza e um dos fundadores da 4Linux.

Bom, as fotos você confere aqui. Agora, mais 3 dias de evento e preparar para voltar para casa com ainda mais novas idéias.

:D

Campus Party 2010 – Dias 1 e 2

Olá pessoas e “pessôos”, campuseiros e campuseiras, inúteis e... Esqueça, “inútil” não tem flexão de gênero.

Desde o dia 25 de Janeiro deste ano, a Campus Party - um dos maiores eventos envolvendo tecnologia, sustentabilidade, conhecimento, informação e cultura do mundo - trouxe para o Centro de Exposições Imigrantes mais de 6000 pessoas, que encontram-se andando (ou não) com seus respectivos equipamentos para lá e para cá, a fim de tornar o conhecimento público e realmente importante para todos os presentes.

A organização, como nos outros anos, ficou por conta da Futura Networks e seus representantes brasileiros. Porém, não fazendo juz ao nome de sua empresa mãe e aos eventos por ela organizados. Tornando visível uma brutal diferença para com as duas primeiras edições do evento no Brasil. Em 2010, certa desorganização, ou um certo despreparo para tratar com uma gigantesca quantidade de pessoas, culminou em um começo de evento muitíssimo conturbado, complexo, e cheio de tensão.

Já se passaram dois dias do evento e é visível que as pessoas respiram informação e se alimentam de conteúdo. Desde o café da manhã até os banhos coletivos, o assunto é sempre um: tecnologia. Gerando base para a produção e lapidação de suas vertentes, ramificações, aplicações, funções e melhorias implementadas dia-a-dia, tornando nossas vidas cada vez mais fáceis, rápidas e dependentes de tais confortos.
Campus Party 2010

No primeiro dia, o credenciamento dos “campuseiros” (apelido pelo qual são chamados os participantes ativos do evento), bem como o credenciamento de seus presados e louvados equipamentos, tornaram a entrada no evento exageradamente lenta, gerando uma fila quilométrica do lado de fora do Centro de Exposições Imigrantes. Fila qual foi ameaçada por chuvas torrenciais e veraneias mas que resistiu a todos eses obstáculos bravamente.
Outro problema, pegar sua barraca. Como já anunciado anteriormente pela diretoria to evento, não haveria barracas gratuítas para todos os campuseiros, fazendo com que alguns devessem trazer consigo de casa sua própria barraca. Porém, os clássicos problemas de comunicação entre os membros da equipe de organização fez que fossemos alocados para um local que já estava alocado para outra caravana, do estado do Mato Grosso do Sul. Gerando um verdadeiro “overbooking” de barracas, que foi facilmente resolvido com a montagem de outras barracas em alguns os vários espaços ainda livres da área de camping.

Resolvidos os problemas, o compartilhamento de conhecimento (seja ele por trocas de palavras, troca de mp3, ou qualquer outro tipo de arquivo) começou, dando um real nome ao que ainda era classificado apenas como um bando de malucos munidos de seus computadores e baixando cada vez mais e mais arquivos.

No segundo dia, o pesar de ter passado praticamente todo o primeiro dia em frente ao computador, chegou até minha cabeça, fazendo com que eu acordasse mais animado e disposto, preparado para qualquer coisa que poderia acontecer a seguir. Tal impulso fez com que passasse o dia a assistir palestras, painéis e outras demonstrações, oficiais ou não, de todas as coisas imensuráveis que o ser humano é capaz de fazer.

Após a finalização do segundo dia, posso dizer com orgulho que o balanço é positivo. Consegui assistir à algumas movimentações que estavam presentes em minha agenda prévia, mas não todas. Assistindo ao painel de podcast, mediado por Jurandyr Filho, boss do RapaduraCast, aprendi que a monetização de seu conteúdo mal começou a trazer frutos e já passou a ser taxada de contraditória e principal causa dos problemas do enorme (e crescente) número de produções de tal nicho. Logo ao lago, iniciou-se o debate sobre a vida do videoclipe, na área de música produzida com apoio da MTV. O ciclo de vida e o poder do videoclipe foram amplamente discutidos, com grande participação do público e respostas rápidas e sem enrolação dos membros da mesa e de seu mediador. Tal debate, apesar de extremamente interessante, foi ofuscado apenas pela presença de Jovem Nerd, Azaghal e Eduardo Spohr na área ao lado, atraindo um público recordista e gerando um ruído ensurdecedor. Com o fim do debate sobre a vida videoclíptica, voltei-me para o estudo de caso de “A Batalha do Apocalipse” e confesso que não me interessei tanto quanto me divirto com o Nerdcast semanal.

Do ponto de vista pessoal, o segundo dia foi imensuravelmente melhor que o primeiro. Apresentando assuntos realmente interessantes e me fazendo desligar o computador durante as palestras, painéis e debates.

Espero que os próximos 5 dias continuem assim, muito bons.
Para ver as fotos do evento, clique aqui.

Os melhores albúns do ano (para mim)

Pessoas, antes de começar a enumeração dos melhores albúns do ano para mim, gostaria de dizer que não existe ordem de importância. Todos foram muitoo bons e marcantes esse ano. Não coloco-os todos em uma linha apenas porque isso não é possível aqui. Se fosse, tenham certeza que eu o faria.
(Links nas imagens.)

Wolfmother
"Cosmic Egg"
Wolfmother - Cosmic Egg

Cosmic Egg é um dos mais belos discos de Hard Rock dos últimos anos, na minha opinião. Desde o primeiro disco, auto-intitulado, o Wolfmother vem fazendo um som agressivo, elaborado e pesado, muito pesado em comparação com as tendências atuais da música.

A banda australiana composta por apenas três integrantes mostra que veio para ficar, e com dois discos lançados, mostra que o hard rock não morreu junto com os anos 80, ele está aí, vivíssimo!

Destaques: "New Moon Rising", "Violence Of The Sun", "In The Castle", "California Dream".

Vivendo do Ócio
"Nem Sempre Tão Normal"
Vivendo do Ócio - Nem Sempre Tão Normal

O Vivendo do Ócio surgiu ao melhor estilo Jack Bauer de ser: Pé na porta e tapa na cara. Vindos de Salvador, o quarteto faz um som rápido, dinâmico, que conta histórias (e estórias possivelmente) do cotidiano juvenil de um rocker muito bem formado.

De porres e ressacas, à paixões e desilusões, passando por muito álcool e rock'n'roll, a banda resgata o espírito do "faça você mesmo" com um disco animador e dançante, ou melhor, "punkeante".

Destaques: "Meu Precioso", "Fora, Mônica!", "Rock Pub Baby".

Yeah Yeah Yeahs
"It’s Blitz!"
Yeah Yeah Yeahs - It's Blitz!

It's Blitz foi um dos primeiros discos do ano e chegou fazendo estardalhaço. O vocal marcante da namorada de Spike Jonze, a vocalista Karen O, leva as músicas à um nível que poucos conseguem, e conseguiram.

O disco começa com o hit "Zero", seguido da dançando "Head Will Roll". À partir daí, o disco toma uma forma mais calma, algo puxado para a clássica "Maps" (do primeiro albúm do trio, o Fever To Tell) que agrada à muitos, como eu.

Destaques: "Hysteric", "Runaway", "Heads Will Roll".

Muse
"The Resistance"
Muse - The Resistance

The Resistance pode ser considerado um típico disco do Muse. A já conhecida mistura de componentes eletrônicos, a solos faraônicos nas guitarras de Matthew Bellamy e melodias de música clássica torna o disco um dos melhores do ano.

Fazendo-o ir do mais dançante ao mais elaborado, passando por baladas e sons que facilmente animariam uma pista, sem a necessidade de um remix.

O disco possui o som marcante do Muse, mostando à que veio logo na primeira faixa, "Uprising". Tendo até, um som "a la Timbaland" na faixa "Undisclosed Desires", segundo single do disco.

Destaques: "Undisclosed Desires", "Unnatural Selection", "The Resistance", "MK Ultra".

Arctic Monkeys
"Humbug"
Arctic Monkeys - Humbug

Humbug marca a virada brusca no rumo dos britânicos megalomaníacos do Arctic Monkeys. Um disco cheio de sons diferentes e melodias nada semelhantes ao dançante e animado indie rock de seus dois predecessores. Porém, mostrando o potencial de uma banda essencialmente dinâmica, em poder ser elaborada e concordante em todo o contexto do disco.O primeiro single, "Crying Lightning", fez alguns fãs e adoradores da banda torcerem o nariz para o disco. E logo uma semana antes do lançamento (quando o disco "vazou"), a histeria foi geral. Pessoas procurando "I Bet You Look Good On The Dancefloor" novamente neste disco ficaram revoltadas e deram ao disco as costas, coletivas.

Mas, como é da minha essência discordar de todos... Gostei muito do disco. Apesar de diferente, ele mostrou que a banda que conhecemos há 4 anos, não parou no momento em que saíram de Sheffield, continuando uma linha temporal evolutiva através de seus discos.

Destaques: "Crying Lightning", "Cornerstone", "Dangerous Animals", "My Propeller".

Vários Artistas
"(500) Days Of Summer" - Official Soundtrack
Vários Artistas - (500) Days Of Summer (Official Soundtrack)

A melhor trilha sonora do ano traz coisas consideradas estranhas, underground e muito famosas mas que nunca soubemos o nome.

Bem como o maravilhoso filme, a trilha sonora alterna entre momentos depressivos e momentos extremamente felizes, contendo clássicos dos Smiths, Pixies e até minha queridinha do ano, Wolfmother.

LISTEN TO THIS ALBUM!!

Destaques: "There Is A Light That Never Goes Out", "Vagabond", "Sweet Disposition", "She's Got You High".

The Bravery
"Stir The Blood"
The Bravery - Stir The Blood

Desde o primeiro disco, o Bravery vem mudando, buscando novas sonoridades sempre diferentes.  "The Bravery" foi um albúm muito bom, mostrando uma sonoridade diferente para a época. "The Sun And The Moon" começou a mostrar uma possível mudança no som da banda.

Tais mudança ficaram claras no terceiro albúm da banda, "Stir The Blood", fazendo um belíssimo disco. Rápido e dançante, me lembrando o bons tempos, que eu não participei, da abertura do indie para o mundo, porém conservando certas marcas da banda.

Destaques: "Hatefuck" etc. (Ouça o disco como um todo, é bom)

Cachorro Grande
"Cinema"
Cachorro Grande - Cinema

Parece que 2009 foi o ano das mudanças de sonoridades, para alguns. Um desses alguns é a famosa (e antiga) banda gaúcha que faz um rock'n'roll muito bom, o Cachorro Grande.

Sempre gostei muito do som deles, com sons bem sessentistas e de nativo rock'n'roll e alguns sons mais calmos, com letras simples mas marcantes e bem feitas.

"Cinema", o quinto disco de estúdio da banda, mostra uma mudança, facilmente perceptível, no som da banda, deixando um pouco de lado o som simples e pouco elaborado da banda e passando para uma fase mais calma e pensada. Algo que me agrada.

Destaques: "Dance Agora", "Ela Disse", "Eileen".

The Dead Weather
"Horehound"
The Dead Weather - Horehound

"Horehound" é um típico albúm estranho, com uma sonoridade diferente, feito por pessoas estranhas e feito com muito, mas muito boa vontade.

O disco traz um som que lembra muito as bandas "oficiais" de seus componentes, com sons estranhos, ótimas guitarras, o peso e o maravilhoso vocal feminino. Formado pelo workaholic Jack White (The White Stripes), Alison Mosshart (The Kills), Dean Fertita (Queens Of The Stone Age) e Jack Lawrence (The Greenhornes, mas que toca com Jack White no Raconteurs), banda carrega o ouvinte para um outro mundo, que lembra cenários bons dos anos que ainda estão por vir.

Destaques: "Treat Me Like Your Mother", "I Cut Like A Buffalo", "Bone House"

Lily Allen
"It’s Not Me, It’s You"
Lily Allen - It's Not Me, It's You

A britânica Lily Allen chegou ao mundo com seu mega-boga sucesso "Smile". Canção com uma fórmula simples, mas marcante, até para quem não é fã de música pop, como eu.

Já em seu segundo disco, Lily Allen traz um belo composite de canções, marcadas pelo bom humor e pela sua voz, que vezes nos cansa, mas na maioria delas, é responsável pelo desenho das curvas melodiosas de suas canções.

Um ótimo disco que não deve ser deixado de lado, com muitas ótimas canções, animadas e felizes.

Destaque: "Fuck You", "Chinese", "Everyone's At It", "The Fear", "I Could Day".

Melody Gardot
"My One And Only Thrill"
Melody Gardot - My One And Only Thrill

Sou suspeito para falar desta cantora canadense. Sua sonoridade sempre me fez feliz, alegre e, por mais triste que possa o jazz parecer, apaixonado por tal.

Melody Gardot já passou por muito nessa vida, e com certeza, muito já aprendeu (pesquise mais e saberá sua história de superação) trazendo em seu terceiro disco, um som muitíssimo elaborado, com orquestrações maravilhosas realmente dignas de clássicos do jazz.

Destaques: "If The Stars Were Mine", "Baby I'm A Fool", "Our Love Is Easy".

Norah Jones
"The Fall"
Norah Jones - The Fall

Desde a clássica "Come Away With Me", Norah Jones sempre agradou à todos com sua sonoridade calma e sempre marcada com sua voz suave.

"The Fall" é um disco composto com uma leveza natural da garota, que traz de novidade a guitarra elétrica nas mãos da musa dando um tom "jazzístico" à algumas faixas do disco.

Confesso que ouví o disco em loop durante vários dias e fiquei muitooo feliz.

Destaques: "Chasing Pirates", "Back To Manhattan", "Even Though".

The Pains Of Being Pure At Heart
"The Pains Of Being Pure At Heart"
The Pains Of Being Pure At Heart - The Pains Of Being Pure At Heart

O disco com o nome mais "fofinho" do ano, feito pela banda com o nome mais "fofinho" do ano é um disco com diferenças muito clara no peso das faixas.

Guitarras distorcidas, pesadas, misturadas ao vocal sincero fazem o disco atrair você do começo ao fim, fazendo você cantar e dançar sentado em seu próprio lugar.

Destaques: "The Contender", "Everything With You", "Stay Alive".

Pete(r) Doherty
"Grace/Wastelands"
Peter Doherty - Grace/Wastelands

Para quem achava que Pete Doherty (ex-Libertines c/ Carl Barat) estava dissolvido pela cocaína... é verdade, ele se dissolveu! Hahahaha!

Kidding guys, mas ele está quase lá. "Grace/Wastelands" traz ótimas músicas que ficaríam ainda melhores se não fossem cantadas por ele. A voz dele escorrendo pelo canto da boca fica boa em uma ou duas músicas, mas em um disco inteiro definitivamente não.

É um ótimo disco para se aprender à tocar violão.

Destaques: "Arcadie", "Last Of English Roses", "Broken Love Song".

Placebo
"Battle For The Sun"
Placebo - Battle For The Sun

"Battle For The Sun" foi um disco muitíssimo esperado nesse ano. O Placebo estava há algum tempo sem lançar nada (desde o depressivo "Meds") e deixo-nos ainda mais anciosos quando lançou o primeiro single omônimo na rede.

Segudo a banda, ela saiu de sua fase depressiva-gótica e isso é um tiquinho visível no disco. O som está mais animado, mas pesado e me faz lembrar os bons tempos de "36 Degres", "English Summer Rain" e músicas clássicas como essas. Um ótimo disco para chacoalar, levantar a poeira e dar a volta pelo lado. Hahaha!

Destaques: "Battle For The Sun", "Ashtray Heart", "Come Undone".

Plastiscines
"About Love"
Plastiscines - About Love

"About Love" foi mais um daqueles discos que eu baixei no Glamorous Indie Rock'n'Roll para não ouvir. Sabe aquele disco que você baixa apenas para ter.

Mas... eu estava em uma fase muito aberta à novas experiências e decidi experimentar. O resultado, como vocês já devem saber, não foi ruim. Adorei o disco. Uma pegada bem rock, me lembrando os bons tempos do The Donnas. Fazendo algo que me dê vontade de tocar riffs na minha air guitar pela rua, coisa que apenas bandas como Led Zeppelin, AC/DC, Wolfmother, The Donnas e mais algumas conseguiam.

Destaques: "Barcelona", "Another Kiss", "From Friends To Love".

Them Crooked Vultures
"Them Crooked Vultures"
Them Crooked Vultures - Them Crooked Vultures

O Them Crooked Vultures venho com um peso natural já esperado graças à presença do mestre (e ex-baixista do Led Zeppelin) John Paul Dones, do atemporal (e ex-baterista do Nirvana e frontman do Foo Fighters) Dave Grohl e o estranho-com-cara-de-drogado (e frontman do Queens Of The Stone Age) Josh Homme.

Para os que esperavam muito do disco, como eu, sentiram algo muitoo bom que trouxe algo que faltava para terminar bem o ano com algo trazendo o rock a essência. Com certeza, um dos 5 melhores discos do ano.

Destaques: "New Fang", "Caligulove", "Bandoliers".

White Lies
"To Lose My Life"
White Lies - To Lose My Life

White Lies é uma das aparições do ano de 2009, destacando-se tanto para o pessoal do indie quanto para a galera batidinha do mainstream, entrando até na trilha sonora de Jennifer's Body.

O disco traz o vocal grave e marcante da banda com melodias que lembram uma versão mais pop dos clássicos do Interpol.

Destaques: "To Lose My Life", "Death", "A Place To Hide", "E.S.T.".

Vivendo o passado e registrando o presente

Cada vez mais procuramos modos mais realistas de guardar para todo o sempre o que sentimos em um determinado momento, o que vemos em um determinado instante, o que acontece em um segundo que se passou.

Graças à tal eterna busca, os seres humanos estão evoluindo, mais e mais, a capacidade de armazenamento de tudo aquilo que antes era apenas guardado em nossos microscópicos e energéticos neurônios. Resumindo, tudo que ainda havia de humano em nós, logo se tornará propriedade de uma determiada patente mundial, à qual teremos que pagar para podermos utiliza-la. Hahahaha! Pessimista? Quem sabe? Acredito que nunca chegamos tão perto de uma ameaça tão real à humanidade como entidade, não como sociedade. Cada vez menos precisamos de seres humanos, seja em nossos trabalhos, em nossas casas ou até em nossos próprios sentimentos.

Porém, isso tudo trouxe-nos a capacidade, incrivelmente útil, de podermos gravar segundos, minutos, ou qualquer tempo que quisermos, em nossos pendrivres, cartões de memória ou em outras mídias do mundo moderno. Tornando-nos assim, presentes nesse plano mundano para quase toda a eternidade.

Sem mais delongas, concluo que a capacidade de guardar nossas vidas em memórias binárias nunca foi tão barata, acessível, fácil e rápida. E que, além de tudo, isso tende a aumentar muito mais, tornando-nos eternamente presentes aqui. (Compre uma câmera digital e seja feliz)

:D

PS: Bom, para os que perceberam, o blog mudou um pouquinho. O espaçamento entre as linhas da postagem ficou menor, a data aumentou de tamanho e o título da postagem mudou de cor. Gostaria de ter um feedback de vocês sobre a melhora, ou a piora, na facilidade e capacidade de leitura da página. Agradeço desde já a ajuda de todos.

Fotografia antes da era digital? Ahn?

Hoje eu navegava pelo Flickr, por pura falta do que fazer, vendo fotos e mais fotos de usuários e mais usuários e comecei a me perguntar: "Como era o mundo da fotografia antes do Flickr?". Pode parecer uma pergunta meio idiota, mas tem fundamento. Antigamente, fotos artísticas eram expostas em galerias, exposições especializadas e coisas do tipo, fotos lindas, mas que só algumas pessoas (as de pode aquisitivo mais alto, claro) podiam deliciar.

Foto relativamente boa, tirada com um Sony DSC-S40, uma câmera compacta.

Comecei à olhar as fotos feitas com as "piores" câmeras digitais do mercado, aquelas mais baratinhas, sem alta-resolução e sem um bom conjunto de lentes, e mesmo assim, fotos maravilhosas apareciam, fotos lindas e mais lindas, uma melhor que a outra, sempre com uma boa sacada do fotógrafo.

Depois eu parti para as fotos de câmeras mais avanças, as compactas mas com uma boa resolução e um conjunto de lentes decente, e não me surpreendi muito com as fotos, a maioria comparável às tiradas pelas "piores" câmeras ou às vezes fotos piores do que às das câmeras mais simples e confabulei que a quantidade de recursos e configurações dessas câmerias, não ajuda os usuários mais leigos fazendo com que as fotos não ficassem tão boas.

Mas aí veio o que realmente me fascinaria e surpreenderia, as melhores câmeras do mercado. Algo como algumas Canon EOS, as Rebel, as Nikon D, as Sony Alpha e até algumas da linha H da Sony. Fotos simplesmente maravilhosas, concordo que nesse ponto a diferença é gigantesca e visível à olhos nús de leigos. As fotos apresentam contrastes perfeitos, ótimos insights e uma qualidade de outro mundo.

E depois de toda essa análise, "sem sentido", pude chegar à conclusão de que para se fotografar bem, ou fazer "arte" como essas lindas fotografias, a única coisa que se precisa é vontade e idéias e mais idéias, porque até mesmo com câmeras "ruins", ou seja, que não são as melhores do mercado, é possível fazer coisas belas, lindas, criativas, arte de verdade. Resumindo, fotografia e cinema caminham paralelamente, "é uma câmera na mão e uma idéia na cabeça" e tudo vai dar certo, sempre.

:D

Afinal, isso aqui é um blog de tecnologia também…

Hey folks!

Sei que há um bom tempo não faço um post diretamente e restriamente sobre tecnologia. Depois de protestos da minha do meu lado esquerdo do cérebro, ele voltou.
Hoje eu estava vasculhando a web como sempre faço e vi as fotos do HTC Diamond que chega ao Brasil no final desse ano, e tudo mais sobre ele. Quando comecei a ler as especificações fiquei pensando "tá, só isso? e que mais?". A primeira sensação que tive ao ver foi que era ralé demais para o mercado atual. E isso é verdade, mas só da linha do Equador pra cima. Essa semana vi as primeiras fotos e vídeos do novo Nokia Nseries N97 e pela primeira vez vi um concorrente à altura do tão badalado (mas não tão útil) iPhone. Não graças às funções, pois desde o N95 o iPhone já é superado, mas pelo hype criado em torno do celular, e com um ponto a mais: o teclado QWERTY. Essa é a principal mudança o N97 que eu identifiquei como uma das melhores dos últimos tempos na Nokia. O Aparelho não tem multi toque na touchscreen, mas pela quantidade de coisas que ele faz, isso é quase irrelevante. Sem contar que tudo isso roda sobre uma plataforma Symbian, um dos motivos pelos quais sempre gostei dos Nokia no mercado. Mais informações sobre o aparelho no Zumo Blog: http://zumo.uol.com.br/2008/12/02/nokia-n97-touchscreen-teclado-qwerty-no-celular/ .

Também sobre tecnologia, hoje li um pouco mais a fundo as reportagens sobre o gOS, o tão esperado (por mais que já tenha saído há um bom tempo) sistema operacional baseado em linux do Google. Mas aí vocês me perguntam onde está a novidade já que ele saiu há tanto tempo. A novidade é que ele é basicamente voltado para a nuvem, ou "cloud computing" para os menos acostumados ao termo. Os serviços e programas são quase todos voltados para as plataformas online, e fornecem cada vez mais uma integração e sincronia quase perfeita com as ferramentas e soluções Googleanas! Já no ano que vem, a rede Wal-Mart americana irá começar a vender um netbook equipado com o sistema operacional da nuvem. Fotos do gOS: http://tecnologia.uol.com.br/album/20081203gos_album.jhtm .

Essa semana, mais especificadamente ontem, fui ao shopping da cidade para resolver alguns problemas, incluindo a armação do meu óculos que depois de 4 meses veio a se romper, mas isso não é papo pro momento. E quanto passo em frente a loja autorizada da Vivo, vejo em exposição na vitrine o tão comentado Nokia E71 e o matador BlackBerry Bold. Não tive dúvida e sem pestanejar entrei na loja. Para a minha surpresa, os dois aparelhos tinham copias para teste disponíveis para uso na loja e fiquei ainda mais fascinado com o E71. Com o Bold nem tanto, mas com o E71 fiquei simplesmente maravilhado. Ele é muito menor do que eu imaginava e bem menor também do que o E62, seu predecessor. Tenho certeza que meu próximo celular/smartphone contará com um belo teclado QWERT como o do E71, que por menor que seja é muito confortável na digitação.

Na próxima semana também trarei uma novidade, aumentarei minha capacidade de armazenamento móvel em mais 16GB. Sim, eu comprei uma pendrive de 16GB e é só esperar o pagamento chegar para ela estar em mãos. Gostei muito do visual, em metal polido prata com revestimento em couro preto. Uma pendrive muito bonita e rápida na transferência. Claro que não é uma USB 3.0 mas fiquei impressionado com a velocidade que ela transferei uma quantidade imensurável (entre áspas, claro) de dados.

Para finalizar, fica um dica semanal com um albúm que o pessoal do IDG Now! montou contendo os 10 gadgets mais influentes dos últimos 50 anos (sobrou até para o Motorola StarTAC e o para o famoso Atari). http://idgnow.uol.com.br/galerias/idgphotoalbum.2006-02-10.0157017813/

That's all folks!
:D

O fim.

Hey folks.
Como a maioria sabe, esse ano me formo no ensino médio, e vocês não sabem o quanto agradeço por isso.
Quando digo que estou cansado de estudar, muitos me dizem que ainda há a faculdade, pós, mestrado, doutorado e tudo mais. E sabe o que eu digo? Que eu sei de tudo isso, mas com um diferencial, vou estudar somente o que eu gosto, o que eu quero pra minha vida, e não matérias que pra mim são um martírio (como biologia, gramática etc). Acredito que na minha área, o aprendizado é constante e se pararmos, o tempo passa por cima.
Estava essa semana pensando o que vou fazer na minha vida. Ciência da Computação já é a realidade, eu sei, mas tava pensando, com o que trabalhar? Programador? Analista? E no meio desse bolo todo de pensamento tive uma idéia. Que tal trabalhar com jornalismo de tecnologia? Gostei muito da idéia, e acho que é o que mais me fará feliz. Portanto, até que o mundo mude, meu principal objetivo para os próximo 5 ou 6 anos é fazer a minha faculdade de Ciência da Computação e também uma faculdade de jornalismo, para poder ser totalmente especializado e escrever sobre um assunto que conheço bem. Afinal, não consigo mais viver sem tecnologia, sem feeds no celular, sem pen drives no pescoço, computadores à tira-colo e tudo mais. Acho que é a minha sina mesmo.
Bom, mudando um pouco de assunto, o ano acabou e por mais que eu ainda tenha algumas provas, acho que é o fim de um ciclo muito importante, lineado de muito conhecimento e muita vida. Conheci muita gente importante pra mim até agora e tudo isso vai ficar pra sempre na minha cabeça. Agora é estudar mais um pouco e entrar na faculdade para aí sim, ser totalmente feliz.

Música. Essa semana descobri uma banda paulistana de um modo despretensioso. Fui até o MySpace ouvi algumas músicas e simplesmente viciei. Extraí as músicas de lá, e agora elas já são até meu despertador e tudo está na função repeat do meu celular. Achei muito legal o estilo da banda e a falta de sincronia nos estilos dos seus integrantes. Ouvindo é possível captar um pouco de folk, rock e até uma bossa nova. Uma mistura muito saudável que recomendo profundamente. Para os anciosos: http://www.myspace.com/jenniferlofi .

Well, that's all folks!
:D

O fazer? É a vida!

Hey folks!
Acho que muitos de vocês já se depararam com perguntas e respostas como essa, coisa mais comum não existe. Acho que tudo é exemplo e tudo é aprendizado, mas... Saindo dos meus devaneios filosóficos, vamos voltar à área que finalmente entendo: Tecnologia.
Acho que pouco sabem, mas no momento estou estagiando nos Correios e estou adorando meu trabalho, acho que essa era a certeza que faltava na escolha da minha carreira profissional. Hoje tirei minha primeira carteira de trabalho e logo ela já terá meu primeiro registro que significa muito pra mim, além de um degrau a mais na conquista de trabalhos melhores. Estava hoje pensando em criar um podcast, mas aí passei a pensar nas dificuldades como xml, servidor de hospedagem, registro de domínio e outras coisas, e achei melhor esperar até completar meus 18 anos e adquirir minha maioridade para poder fazer tudo isso.
Bom, meu projeto de conclusão de curso, vulgo TCC, está indo de vento em polpa e espero ter acabo completamente ele até o mês que vem para não deixar nada para o final do ano e assim aumentar a possibilidade de erros e problemas em geral.
Hoje me decidi quanto a compra de meu novo celular, será um Nokia 5310, um celular no modelo candy bar (barra fixa) com um player de música muito bom, fones inclusos, entra de fones de 3,5mm, camera de 2.0mega pixels, um design muito legal e ultra fino. Quando ele chegar, vou fazer um review hands-on completo nele e colocarei aqui as informações bem como fotos e videos.
Acho que por hoje é só. Ahhh... não é não. Gostaria aqui de registrar minha indignação com os malditos jogos olímpicos, não consigo mais ouvir a palavra "olimpíada" que é pronunciado em média 100 vezes diárias nos meios de comunicação em massa, portanto, fica aqui o meu protesto.
Agora acho que é só.

Vejo-os na próximo.
(: